De La Espriella confirma mais de 110 mortos após terremoto na Colômbia
UE colocou serviço de satélite Copernicus para ajudar nos resgates
O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, confirmou 111 mortos e 87 feridos às 12h30 locais (14h30 de Brasília) devido ao terremoto de magnitude 7,4 na escala Richter que abalou o país na manhã desta segunda-feira (10).
Esse foi o primeiro anúncio público do recém-empossado chefe de Estado, que após uma reunião com o Comando Unificado de Emergência, afirmou que, a partir de agora, o governo divulgaria os números oficiais relativos às vítimas e aos danos causados pelo tremor.
"A gestão nacional mobilizou todos os seus recursos. A prioridade é resgatar pessoas presas sob os escombros", declarou De la Espriella.
O presidente também confirmou que seria declarado estado de calamidade pública no país.
A avaliação inicial apresentada pelo chefe de Estado também registra "1.575 residências afetadas, 37 casas totalmente destruídas e 61 edificações colapsadas".
O balanço inclui ainda 18 unidades de saúde afetadas, 52 centros educacionais, 17 centros comunitários, 18 estradas e seis aeroportos também danificados.
De la Espriella esclareceu que a coordenação de ajuda internacional ficaria a cargo do Ministério das Relações Exteriores, enquanto a assistência à população seria gerida pela primeira-dama, Ana Lucía Pineda.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou que o serviço de satélite Copernicus já está à disposição da Colômbia para auxiliar nas operações de resgate.
"Nesta noite, o coração da Europa está com o povo colombiano após o terrível terremoto na região de Chocó. Já mobilizamos o Copernicus para auxiliar nas operações de socorro", disse Von der Leyen no X.
"Estamos prontos para oferecer mais apoio. Estamos con ustedes", concluiu a líder europeia em espanhol.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou "preocupação" com o tremor no país vizinho e colocou o Brasil à disposição de Bogotá.
"Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade aos colombianos, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores", escreveu Lula no X.
"O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário", destacou o petista.
Já o secretário de Estado americano, Marco Rubio, também usou o X para declarar que o governo de Donald Trump está "acompanhando de perto o forte terremoto que atingiu a Colômbia".
Os EUA "estão prontos para apoiar o povo colombiano e o governo do presidente De La Espriella", frisou Rubio.
Por sua vez, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, também deixou uma mensagem de solidariedade aos colombianos diante da tragédia.
"Neste momento difícil, a Itália se une ao povo colombiano, às famílias afetadas e a todos os que estão engajados nas operações de resgate e assistência", disse Meloni.
O premiê espanhol, Pedro Sánchez, também expressou solidariedade à Colômbia.
O mesmo fez a Venezuela, que foi afetada por dois fortes terremotos no final de junho, que deixaram mais de 5 mil mortos, assim como os governos de Cuba e Bolívia, que se prontificaram a ajudar Bogotá.
O terremoto aconteceu por volta das 7h34 (9h34 de Brasília), com epicentro nos arredores de San José del Palmar, no departamento de Chocó, o mais afetado pelo fenômeno de magnitude 7,4 na escala Richter, de acordo com o Serviço Geológico Colombiano (SGC) e com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
A profundidade foi de 96 quilômetros, segundo SGC, e de 107 quilômetros, de acordo com o USGS.
O abalo sísmico na Colômbia provocou danos em cidades como Pereira, Manizales e Quibdó.
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