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Coreia do Norte testa dois novos mísseis de longo alcance no Mar Amarelo

A Coreia do Norte realizou dois testes de lançamento de mísseis de cruzeiro de longo alcance no Mar Amarelo, anunciou nesta segunda-feira (29) a KCNA, agência estatal do país. O líder norte-coreano Kim Jong-Un supervisionou as operações neste domingo e pediu um desenvolvimento "ilimitado e sustentado" das forças nucleares norte-coreanas.

29 dez 2025 - 11h03
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Segundo a KCNA, dois projéteis foram disparados sobre o Mar Amarelo. O objetivo do exercício foi avaliar "a postura de resposta e a capacidade de combate das subunidades de mísseis de longo alcance". Os mísseis voaram por mais de duas horas.

De acordo com o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, os projéteis foram disparados no domingo às 08h00 (20h de sábado em Brasília) a partir da região de Sunan, perto da capital Pyongyang.

Kim Jong-Un declarou que o governo e o partido no poder "dedicariam, como sempre, todos os seus esforços ao desenvolvimento ilimitado e sustentado da força de combate nuclear do Estado", segundo a KCNA.

O último teste desse tipo ocorreu em 6 de novembro, cerca de uma semana após o presidente americano Donald Trump ter demonstrado interesse em se encontrar com o líder norte-coreano, mas sem obter resposta de Pyongyang.

Na época, Trump aprovou o projeto da Coreia do Sul de construir um submarino movido a energia nuclear. Segundo analistas, esse projeto poderia provocar uma reação agressiva por parte de Pyongyang.

A Coreia do Norte intensificou consideravelmente seus lançamentos de mísseis nos últimos anos, e o teste de segunda-feira segue várias declarações de Kim Jong-Un.

Durante uma visita a fábricas de munições na sexta-feira, o líder norte-coreano ordenou aumentar a produção de mísseis em 2026 para atender às "necessidades previstas" das forças armadas, relatou a KCNA.

Ataques mais precisos

Segundo analistas, o objetivo dos testes é melhorar as capacidades de ataque de precisão, desafiar os Estados Unidos e a Coreia do Sul, e testar armas antes de  exportá-las para a Rússia. Além de enviar tropas para a Ucrânia, Pyongyang forneceu a Moscou projéteis de artilharia, mísseis e sistemas de foguetes de longo alcance. Em troca, a Rússia envia à Coreia do Norte ajuda financeira, tecnologias militares, bem como suprimentos alimentares e energéticos.

As sanções impostas pelas Nações Unidas contra Pyongyang por seu programa nuclear proíbem a posse de mísseis balísticos, que realizam a maior parte de sua trajetória fora da atmosfera terrestre.

No entanto, a Coreia do Norte possui dezenas de ogivas nucleares, segundo especialistas, e afirma que esse arsenal é uma dissuasão necessária diante do que considera uma ameaça militar dos Estados Unidos e seus aliados.

Desde o fracasso da cúpula de 2019 entre Kim e Trump sobre questões de desnuclearização e alívio das sanções, a Coreia do Norte tem se apresentado repetidamente como uma potência nuclear "irreversível".

Com agências

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