Copiloto que tentou derrubar avião queria 'vingar Gaza', diz TV
Investigadores apuraram que Hammam Al-Hammami viajou a 'países hostis'
O copiloto Hammam Al-Hammami declarou que tentou sequestrar um voo da FlyDubai entre Dubai e Tel Aviv para "vingar Gaza" e morrer como mártir. Ele esfaqueou o piloto, mas foi contido por passageiros, forçando um pouso seguro na Arábia Saudita. As autoridades descartaram a cumplicidade da tripulação e apuram se o autor, apontado por Benjamin Netanyahu como radicalizado, teve ligação com agentes estrangeiros em viagens a países hostis a Israel antes de tentar cometer o atentado terrorista.
O copiloto omani Hammam Al-Hammami declarou aos investigadores nos Emirados Árabes Unidos que tentou sequestrar um avião da FlyDubai "para vingar Gaza" e que queria "morrer como mártir".
A informação foi divulgada pela emissora israelense Channel 12, cinco dias depois da fracassada tentativa de rapto em um voo que ia de Dubai até Tel Aviv.
Segundo o canal, os investigadores que conduzem a apuração estão com o conteúdo do telefone celular do copiloto e têm acesso a todas as informações do aparelho.
No último domingo (4), durante reunião do gabinete de segurança de Israel, um representante do serviço secreto Mossad compartilhou com os ministros alguns detalhes do inquérito.
De acordo com duas fontes presentes ao encontro, o funcionário teria dito que Al-Hammami visitou "países hostis a Israel" nos últimos anos, alguns deles considerados até "inimigos". Os investigadores estão verificando se ele foi recrutado ou teve contato com agentes estrangeiros durante essas viagens.
A emissora israelense informa ainda que as autoridades emiradenses interrogaram a tripulação de comissários de bordo presente no voo da FlyDubai, descartando a possibilidade de que fossem cúmplices ou tenham tentado ajudar o copiloto.
O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, afirma que Al-Hammami foi "radicalizado" e pretendia derrubar o avião para cometer um atentado terrorista. O tripulante esfaqueou o piloto da aeronave, mas depois foi contido por passageiros do voo, que acabou pousando em segurança na Arábia Saudita.
O incidente ocorreu a poucas semanas das eleições legislativas de 27 de outubro, quando Netanyahu tentará renovar seu mandato à frente do país.
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