Conselho da UE convoca reunião extraordinária de ministros da Saúde sobre Ebola
Videoconferência será realizada no próximo dia 5 de junho
O Chipre, que ocupa a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, anunciou nesta segunda-feira (1º) a convocação de uma videoconferência extraordinária entre os ministros da Saúde dos Estados-membros do bloco para tratar do recente surto de Ebola na África Central.
Segundo comunicado da presidência, a reunião será realizada na sexta-feira, 5 de junho, às 15h (horário de Bruxelas), com o objetivo de avaliar a situação epidemiológica e reforçar a coordenação entre os países da União Europeia.
Além disso, está prevista uma nova "troca de opiniões" no Conselho de Emprego, Política Social, Saúde e Assuntos do Consumidor (CEPS), em 16 de junho, como parte dos esforços para sustentar uma resposta coordenada.
"A presidência cipriota acompanhou de perto a situação do Ebola desde o início e agiu de acordo. Nesse contexto, decidimos convocar uma reunião extraordinária", esclareceu.
A nota também informou que ativou o Quadro Integrado de Resposta a Crises Políticas (IPCR) em modo de monitoramento, para facilitar o intercâmbio de informações entre os Estados-membros.
Em paralelo às discussões políticas, a resposta científica ao Ebola também foi reforçada com novos investimentos internacionais.
A pesquisa de três vacinas candidatas contra a cepa Bundibugyo do vírus Ebola recebeu mais de US$ 60 milhões em financiamento da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI, na sigla em inglês).
O objetivo é acelerar o desenvolvimento de imunizantes que estão sendo conduzidos por instituições como a IAVI, a empresa Moderna e a Universidade de Oxford.
De acordo com a CEPI, os recursos permitirão avançar rapidamente para ensaios clínicos, incluindo testes de Fase I. A produção das vacinas deverá contar com o Serum Institute of India, um dos maiores fabricantes de imunizantes do mundo.
As iniciativas também envolvem parcerias com organizações internacionais de saúde, como a Gavi, o Africa CDC e a Agência Nacional de Pesquisa sobre Doenças Infecciosas Emergentes (ANRS-MIE), além de consultas à Organização Mundial da Saúde e países afetados. .
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