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Congo inicia testes clínicos de antiviral experimental da Gilead contra Ebola Bundibugyo

14 jul 2026 - 14h12
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Pesquisadores da República Democrática do ‌Congo disseram nesta terça-feira que começaram a recrutar participantes para um estudo clínico que testa o antiviral experimental obeldesivir da Gilead Sciences  como tratamento pós-exposição para o surto de Ebola Bundibugyo, que está ocorrendo no Congo e em ⁠Uganda.

O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica do Congo e a ‌ANRS, agência francesa de pesquisa em doenças infecciosas emergentes, — com o apoio de organizações de ajuda humanitária, ‌como a Aliança para a ‌Ação Médica Internacional (Alima) e Médicos Sem Fronteiras — estão ⁠liderando o estudo na província de Ituri, epicentro do surto, informaram as agências em um comunicado conjunto.

Aqui estão alguns detalhes:

• O estudo foi concebido para avaliar se o tratamento pós-exposição pode reduzir o risco de desenvolver ‌a infecção por Ebola após o contato com o vírus.

• ‌O estudo tem ⁠como meta ⁠recrutar cerca de 1.000 pessoas com 12 anos ou mais, que ⁠tiveram exposição de alto ‌risco a um caso ‌confirmado de Ebola nos últimos cinco dias, mas ainda não desenvolveram sintomas.

• Os participantes serão monitorados diariamente por 21 dias, com um acompanhamento final aos ⁠42 dias.

• O obeldesivir demonstrou atividade contra filovírus, incluindo o vírus do Ebola Bundibugyo, em estudos pré-clínicos.

• O projeto recebeu um financiamento inicial de 3,4 milhões de euros da parceria ‌Global Health EDCTP3, apoiada pela Comissão Europeia, e US$1 milhão do Centro Africano de Controle e Prevenção de ⁠Doenças.

• O CDC África também ajudou a garantir um compromisso adicional de financiamento de US$5 milhões da África do Sul e da República Democrática do Congo.

• O estudo também inclui um protocolo separado de uso compassivo, segundo o qual o antiviral injetável remdesivir, da Gilead, seria administrado a crianças menores de 12 anos e a mulheres grávidas ou que amamentam expostas ao vírus.

• O surto resultou em 1.963 casos confirmados no Congo, incluindo 719 mortes, de acordo com dados do governo.

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