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Comissão de inquérito da ONU acusa Rússia de crimes contra a humanidade

Denúncia teve como base ataques à infraestrutura energética e tráfico humano

26 out 2026 - 15h53
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Resumo
Uma comissão independente do Conselho de Direitos Humanos da ONU acusou a Rússia de crimes contra a humanidade. A denúncia fundamenta-se nos crescentes ataques à infraestrutura energética ucraniana, que deixaram milhões sem luz e aquecimento no inverno rigoroso, e no tráfico de pessoas de 29 países para as forças armadas russas. Sob coerção e engano, estrangeiros tiveram documentos confiscados e foram enviados a missões letais no front. A Rússia não reconhece a comissão nem as acusações.

Uma comissão internacional independente, com mandato do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, acusou nesta segunda-feira (26) a Rússia de crimes contra a humanidade.

    A denúncia tem como base os ataques à infraestrutura energética na Ucrânia e o tráfico de seres humanos para reforçar suas forças armadas.

    A comissão, criada em 2022 após a invasão da Ucrânia pela Rússia, observa que, "ao longo dos anos, a frequência, a intensidade e a abrangência geográfica" das "ondas de ataques" de Moscou aumentaram, causando danos consideráveis ao setor energético ucraniano.

    Além disso, também cita que, no último inverno, quando as temperaturas chegaram a 21 graus abaixo de zero, milhões de pessoas na Ucrânia sofreram interrupções prolongadas no fornecimento de aquecimento, eletricidade, água e gás, enfrentando "condições de vida insuportáveis" ? ao passo que, neste ano, "com a aproximação do inverno, os bombardeios intensificaram-se mais uma vez".

    No que diz respeito ao recrutamento de cidadãos estrangeiros por Moscou, a comissão afirma ter "reunido provas contundentes de que as autoridades russas estiveram envolvidas no tráfico de indivíduos de 29 países", incluindo nações que vão de Bangladesh e El Salvador à África do Sul.

    Segundo a acusação, os russos recorreram ao "engano e coerção, em coordenação com intermediários ou agências que operam em diversos países e regiões ao redor do mundo".

    Ao chegarem à Rússia, alguns desses combatentes tiveram seus documentos confiscados antes de serem enviados para a Ucrânia, onde foram designados, majoritariamente, para "missões perigosas".

    "Muitos foram mortos ou estão desaparecidos", reforçou o grupo de especialistas.

    A comissão não fala em nome da ONU e não é reconhecida por Moscou. .

Ansa - Brasil
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