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Com batalhas em curso, EUA dizem não haver cronograma para retirada da Síria

4 jan 2019 - 21h09
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Os Estados Unidos não possuem um cronograma para a retirada de tropas norte-americanas da Síria, mas não planejam ficar indefinidamente no país, disse nesta sexta-feira um funcionário de alto escalão do Departamento de Estado, num forte sinal de que as forças dos EUA devem permanecer até que a luta contra os militantes do Estado Islâmico esteja encerrada.

Soldados sírios e norte-americanos em Hasakah, na Síria 
 4/11/2018   REUTERS/Rodi Said
Soldados sírios e norte-americanos em Hasakah, na Síria 4/11/2018 REUTERS/Rodi Said
Foto: Reuters

As forças apoiadas pelos EUA ainda lutam para retomar território do Estado Islâmico na Síria, disseram autoridades do Pentágono nesta sexta-feira, duas semanas depois de Washington afirmar que retiraria os cerca de 2 mil combatentes norte-americanos na Síria. Na ocasião, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as tropas tinham sido vitoriosas em sua missão e não eram mais necessárias no país.

O anúncio abrupto do governo no mês passado, que surpreendeu as autoridades em Washington e aliados, contribuiu para o pedido de demissão do então secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, e causou preocupação sobre uma possível reação do Estado Islâmico.

A autoridade do Departamento de Estado, que informava jornalistas sobre uma visita na próxima semana do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ao Oriente Médio, buscou acalmar tais preocupações.

"Não temos cronograma para que nossas forças militares saiam da Síria", disse a autoridade, que pediu para não ser identificada.

"Vai ser feito de uma maneira que nós e nossos aliados e parceiros mantenhamos a pressão constante sobre o Estado Islâmico e não vamos abrir nenhum vácuo para terroristas."

Os Estados Unidos, porém, não têm a intenção de ter uma presença militar indefinida na Síria, acrescentou a autoridade.

Outras autoridades do governo disseram à Reuters que uma retirada das tropas pode durar vários meses, potencialmente dando tempo para que forças apoiadas pelos EUA consigam provocar impactos contra os militantes, que chegaram a controlar grandes faixas dos territórios da Síria e do Iraque.

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