Colômbia decreta 'desastre nacional' e 3 dias de luto após terremoto
Tragédia provocou danos a estruturas, além de centenas de mortos e feridos
O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, decretou três dias de luto nacional pelas vítimas do terremoto de magnitude 7,4 na escala Richter que atingiu o país em 10 de agosto.
Assinado na noite de terça-feira (11), o decreto determina que as bandeiras nacionais sejam hasteadas a meio-mastro em todos os prédios públicos do país, além das embaixadas e dos consulados colombianos no exterior.
Considerado o terremoto mais forte registrado na Colômbia neste século, o tremor deixou ao menos 254 mortos e centenas de feridos. O número de vítimas, no entanto, pode aumentar à medida que as equipes de emergência avançam nas buscas por sobreviventes.
Diante da dimensão da tragédia, o presidente colombiano declarou estado de desastre nacional para agilizar a aquisição de suprimentos, a contratação de obras e a mobilização de recursos para reconstruir áreas danificadas pelo terremoto em quatro departamentos.
"Estou assinando o decreto que declara desastre em nível nacional", anunciou De La Espriella em uma mensagem de vídeo, observando que "este instrumento jurídico nos permitirá enfrentar a tragédia da melhor maneira possível".
A medida ? um mecanismo autorizado pela Constituição ? permite ao governo realocar recursos originalmente destinados a outros fins para atender imediatamente à tragédia; também determina que a Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD) estabeleça um plano de ação para a recuperação e a ajuda humanitária, entre outras ações.
Inicialmente, o presidente havia cogitado declarar estado de emergência econômica ? que confere ao Executivo o poder de emitir decretos com força de lei sem aprovação do Congresso ?, mas acabou optando pelo mecanismo de desastre nacional.
O ministro das Finanças, Miguel Gómez, anunciou que, além da declaração de desastre nacional, o Estado colombiano buscará um empréstimo de até US$ 450 milhões junto ao Banco Mundial para enfrentar a crise, ressaltando que o governo não planeja criar novos impostos.
O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia também anunciou a ativação de canais diplomáticos com países aliados para coordenar a ajuda internacional às áreas afetadas pelo terremoto.
Em comunicado oficial, a pasta expressou, em nome do governo colombiano, gratidão à comunidade internacional pela solidariedade e pela disposição em apoiar o país diante da emergência.
Segundo a pasta, desde o início da tragédia, o governo vem articulando com nações aliadas o envio de recursos para atender às áreas prioritárias identificadas pelo centro de crise da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres.
A orientação do governo é que a ajuda internacional seja direcionada de acordo com uma lista de necessidades previamente identificadas, evitando a duplicação de esforços e garantindo que cada remessa atenda às demandas mais urgentes nas áreas de assistência humanitária, logística, saúde pública e proteção das famílias afetadas.
Entre as prioridades estão hospitais de campanha, kits de alimentos, materiais de higiene e abrigo, produtos para água, saneamento e higiene, além de kits e utensílios de cozinha.
Paralelamente, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) está ampliando sua resposta para apoiar crianças e famílias afetadas pela tragédia no departamento de Chocó e na cidade de Buenaventura.
"Crianças viram suas casas e escolas serem danificadas e enfrentam riscos crescentes, uma vez que serviços essenciais permanecem interrompidos nas comunidades mais atingidas", declarou Tanya Chapuisat, representante do Unicef na Colômbia.
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