Clã do Golfo acena para diálogo de paz com governo na Colômbia
O Clã do Golfo, um dos mais poderosos cartéis do narcotráfico da Colômbia, aceitou nesta quarta-feira (20) o convite do presidente Gustavo Petro para iniciar um diálogo de paz, paralisado há um ano após uma ofensiva contra civis.
O chefe de Estado colombiano, que propôs conversar sobre o assunto com a nova procuradora-geral do país, Luz Adriana Camargo, afirmou que uma possível negociação com o cartel poderia esclarecer sobre as economias ilícitas do país.
Segundo ele, o grupo armado, formado por ex-paramilitares e expoentes da máfia, está ligado ao tráfico de drogas e de migrantes, o que poderia elucidar os fatos.
Por sua vez, o Clã do Golfo nega estar envolvido com atividades ilícitas, mas disse estar disposto a "ir onde nos for dito, através das pessoas que há muito designamos para este fim".
"Como destaca o próprio presidente, esta é uma situação muito difícil e um caminho complexo que estamos dispostos a percorrer acompanhados pelas comunidades", diz um comunicado.
De acordo com a nota, o grupo aceita "o convite feito pelo senhor presidente, no sentido de nos sentarmos para negociar as condições políticas que permitam as transformações sociais".
As negociações entre o governo colombiano e o Clã foram encerradas por Petro em março do ano passado, após membros do grupo pagarem garimpeiros ilegais para bloquear vias e atacar civis e agentes da força pública.
O presidente da Colômbia, inclusive, chegou a falar que, caso o Clã do Golfo se recusasse a dialogar novamente, "a decisão" do governo "é destruir" a organização. .