Cidade-sede das Olimpíadas de 2026 impõe regras contra 'turismo cafona'
Cortina d'Ampezzo tem enfrentado superlotação no verão europeu
A cidade italiana de Cortina d'Ampezzo, "pérola das Dolomitas" e sede das Olimpíadas de Inverno de 2026, anunciou uma série de medidas para combater o turismo "cafona".
A iniciativa chega em meio ao auge da temporada de verão na Europa, que tem sido marcada por superlotação e filas extensas em diversas atrações das Dolomitas, cadeia de montanhas que atravessa o extremo-norte da Itália.
Até 15 de outubro, será proibido sentar-se em degraus de monumentos, em estacionamentos, na rua ou em soleiras de prédios no centro de Cortina, bem como consumir alimentos e bebidas em vias públicas ou sob pórticos, medidas que buscam coibir piqueniques e acampamentos.
Também será vetado se lavar nas ruas para se refrescar do calor, e os turistas são convidados a evitar "trajes tidos como contrários ao decoro público", embora a prefeitura não tenha especificado quais tipos de roupas não podem ser usadas. O objetivo é evitar práticas consideradas "cafonas".
"Os moradores se sentem constrangidos, em certos momentos e em certas situações. Eles já estão sobrecarregados com um grande fluxo de turistas, então que, no mínimo, as regras sejam respeitadas", disse o prefeito Gianluca Lorenzi. Quem violar as regras estará sujeito a multas que vão de 25 a 500 euros (de R$ 151 a R$ 3 mil).
"Não deveria ser necessária uma regra para evitar acampar no centro da cidade, fazer acampamento improvisado em frente ao cemitério ou comer nos degraus da igreja. Mas fomos forçados a fazer isso para permitir que nossa polícia local e outras agências de segurança pública intervenham", explicou Lorenzi.
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