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China confirma visita de Xi Jinping aos EUA para encontro com Trump

Viagem do presidente chinês ocorrerá entre os próximos dias 23 e 25 de setembro

21 set 2026 - 11h08
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Resumo
O presidente chinês, Xi Jinping, visitará os EUA de 23 a 25 de setembro para uma reunião de Estado com Donald Trump em Washington. Precedida por rodadas de negociações comerciais e sobre inteligência artificial em Nova York, a cúpula terá como pauta tensões tarifárias, restrições tecnológicas e minerais críticos. Xi deve pressionar pelo congelamento da venda de armas a Taiwan, usando terras raras como moeda de troca, enquanto Trump pode exigir a mediação chinesa no conflito com o Irã.

O presidente da China, Xi Jinping, estará nos Estados Unidos entre 23 e 25 de setembro para uma visita de Estado que incluirá uma reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington.

    A viagem foi confirmada nesta segunda-feira (21) por Pequim, que não divulgou detalhes adicionais sobre a agenda.

    O encontro entre Xi e Trump está previsto para quinta-feira (24), na capital americana. Será a segunda reunião presencial entre os dois líderes neste ano, depois da visita do republicano à China, em maio.

    A cúpula ocorrerá após uma nova rodada de consultas econômicas e comerciais entre representantes dos dois países, realizada no domingo (20), em Nova York. Participaram das conversas o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o representante de Comércio americano, Jamieson Greer.

    Segundo Pequim, as negociações envolveram questões econômicas e comerciais e foram descritas pelas autoridades chinesas como "francas, aprofundadas e construtivas".

    Além disso, os representantes também discutiram temas relacionados à inteligência artificial.

    Entre os assuntos que devem chegar à mesa de Trump e Xi estão comércio, tarifas, restrições tecnológicas, inteligência artificial e minerais críticos. Taiwan e a guerra envolvendo o Irã também poderão fazer parte das discussões.

    Segundo o New York Times, Xi deverá pressionar Trump para congelar um pacote de vendas de armas a Taiwan estimado em US$ 14 bilhões.

    De acordo com o jornal, Pequim poderia utilizar as exportações de terras raras como instrumento de negociação, sinalizando a possibilidade de impor novas restrições caso Washington avance com a venda de armamentos.

    O governo chinês também poderia levantar a questão da próxima cúpula do G20, prevista para dezembro, em Miami.

    Trump, por sua vez, poderia buscar maior pressão de Pequim sobre o Irã para favorecer a reabertura do Estreito de Ormuz e, em contrapartida, discutir o adiamento da venda de armas para Taiwan. .

Ansa - Brasil
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