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Canadá vai proibir temporariamente entrada de estrangeiros que tenham estado recentemente no Congo

19 jul 2026 - 14h23
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O governo canadense anunciou neste domingo que negará a entrada a qualquer estrangeiro que tenha estado no Congo nos últimos 21 dias, como parte de novas medidas temporárias nas fronteiras para combater a ⁠propagação do Ebola.

A proibição contraria as recomendações da Organização ‌Mundial da Saúde, que desaconselha restrições de viagem ou comércio com o Congo, onde as autoridades ‌estão atualmente lutando para conter um ‌grande surto de Ebola. A agência de ⁠saúde da ONU afirma que restrições de viagem geram estigma e podem tornar as epidemias mais difíceis de controlar.

"Pessoas de regiões afetadas e comunidades africanas têm enfrentado suspeitas injustas", afirmou a OMS em um comunicado ‌no mês passado. "A propagação do Ebola não é determinada ‌pela nacionalidade ou ⁠etnia." A ⁠OMS estima que o risco de o surto de Ebola ⁠no Congo se espalhar ‌internacionalmente seja baixo.

Em ‌comunicado divulgado neste domingo, a Agência de Saúde Pública do Canadá afirmou que "limitar a entrada de estrangeiros que estiveram no (Congo) nos últimos 21 dias pode ⁠reduzir os riscos à saúde pública para os canadenses".

As medidas entram em vigor na segunda-feira, 20 de julho, informou a Agência de Saúde Pública do Canadá em um comunicado.

A ‌agência não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O Ebola se espalha principalmente por meio do contato direto ⁠com fluidos corporais de alguém infectado pela doença. Até 15 de julho, o Congo havia registrado mais de 2.100 casos de Ebola, incluindo 828 mortes.

Na semana passada, os EUA adotaram medidas que impedem a entrada no país, por meio de voos comerciais, de norte-americanos que tenham estado no Congo nos últimos 21 dias. Sete trabalhadores humanitários norte-americanos que estavam atuando no Congo para conter o surto estão atualmente em quarentena em uma instalação no Quênia.

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