Caminhoneiros da Itália ameaçam greve nacional devido à alta dos combustíveis
Entidade disse que motoristas estão se organizando para 'montar bloqueios nas estradas'
Caminhoneiros italianos ameaçam realizar uma greve nacional contra a disparada nos preços dos combustíveis, exigindo diálogo urgente com o governo. A categoria já promove bloqueios em estradas do sul da Itália, como em Puglia e Calábria, provocando desabastecimento em postos e afetando severamente a cadeia produtiva, o que gerou apelos de empresários por intervenção estatal. Diante da crise, o Ministério dos Transportes convocou uma reunião com o setor para o dia 27 de outubro.
A entidade que representa os caminhoneiros na Itália afirmou nesta quinta-feira (15) que os motoristas do país poderão organizar uma paralisação nacional diante da pressão provocada pela disparada dos preços dos combustíveis.
"Estamos solicitando ao governo que convoque, com urgência, uma reunião com as associações do setor. Caso contrário, consideraremos uma greve em nível nacional. A situação é muito preocupante, pois os aumentos excessivos dos preços no setor de transporte rodoviário de cargas criaram um cenário de grande tensão entre as empresas, levando a protestos espontâneos em algumas regiões do país", afirmou o presidente da Conftrasporto, Pasquale Russo.
O dirigente acrescentou que caminhoneiros de diversas regiões da Itália, especialmente do sul do país, já estão se organizando para "montar bloqueios nas estradas".
Em Cosenza, na Calábria, a maioria dos postos de combustíveis ficou completamente sem gasolina e diesel, em meio a relatos de longas filas e congestionamentos. Já os bloqueios ao transporte de mercadorias na vizinha região da Puglia provocaram "consequências que já não são sustentáveis para a continuidade das atividades produtivas".
O empresário da região da Campânia Cosimo Rummo, proprietário de uma fabricante de massas que leva seu sobrenome, pediu uma intervenção imediata dos ministros dos Transportes, Matteo Salvini, e do Interior, Matteo Piantedosi.
Rummo comunicou formalmente às autoridades uma "situação extremamente crítica e iminente" que afeta as operações da empresa em razão dos bloqueios em estradas e rodovias da Puglia.
Segundo o empresário, os protestos estão impedindo a circulação regular de veículos pesados responsáveis pelo transporte de matérias-primas essenciais à produção.
"A empresa reconhece e respeita plenamente o direito de qualquer categoria profissional ou grupo de trabalhadores de expressar livremente suas preocupações e reivindicações. No entanto, o atual bloqueio indiscriminado à circulação de mercadorias está gerando consequências que já não são sustentáveis para a continuidade de nossas atividades produtivas", declarou Rummo.
O Ministério da Infraestrutura e Transportes informou ter convocado uma reunião com representantes do setor de transporte rodoviário de cargas para dia 27 de outubro, na sede da pasta.
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