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Boca de urna aponta vantagem do 'não' em referendo na Itália

Se confirmado, resultado representaria uma dura derrota para Meloni

23 mar 2026 - 11h22
(atualizado às 11h34)
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Pesquisa de boca de urna aponta uma pequena vantagem do "não" no referendo sobre a reforma constitucional do sistema judiciário proposta pelo governo da premiê Giorgia Meloni, que se empenhou pessoalmente na campanha pelo "sim".

Meloni se empenhou pessoalmente em campanha pelo 'sim'
Meloni se empenhou pessoalmente em campanha pelo 'sim'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com pesquisa divulgada pelo instituto Opinio Italia após o fechamento das urnas, às 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira (23), o "não" tem entre 49% e 53% dos votos, contra 47% a 51% do "sim", mesmo resultado apontado por uma sondagem instantânea feita por telefone pelo SWG.

Já uma pesquisa do instituto YouTrend põe o "não" com 49,5% a 53,5%, e o "sim" com 46,5% a 50,5%.

Se confirmado, o resultado representaria uma derrota significativa de Meloni, que foi presença constante nos meios de comunicação nos últimos dias, incluindo até uma inédita participação no podcast do popular rapper Fedez, para tentar mobilizar o eleitorado mais jovem e defender a aprovação da reforma.

A afluência de fato foi grande para os padrões italianos ? 58,51%, segundo dados ainda provisórios ?, porém registrou números mais altos em regiões tradicionalmente de esquerda, como Emilia-Romagna e Toscana.

A proposta promove mudanças significativas na magistratura italiana, como a separação das carreiras de juízes e promotores, impedindo a troca de funções; a criação de um tribunal superior para disciplinar membros do Judiciário; a divisão do Conselho Superior da Magistratura (CSM), órgão de autogoverno da categoria, em duas entidades; e a alteração na forma de eleição dos membros do CSM, que passaria a ser feita por sorteio.

Para o governo, a reforma é essencial para modernizar a Justiça e evitar que o trabalho de quem julga seja contaminado pelo de quem acusa. Apesar disso, Meloni repetiu diversas vezes que não renunciaria ao cargo em caso de derrota, mas o fato é que uma vitória do "não" deve aumentar a pressão sobre o Executivo.

Por outro lado, esse resultado representaria uma vitória maiúscula para o chamado "campo largo", a coalizão que une as duas principais forças de oposição na Itália: o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, e o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), que viam no referendo uma chance de enfraquecer Meloni em vista das eleições legislativas previstas para 2027.

Ansa - Brasil
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