Bloco de centro-esquerda tem leve vantagem em eleições na Suécia
Cerca de 94% dos votos já foram apurados; resultado definitivos são esperados até 17/9
O bloco de centro-esquerda lidera com margem apertada as eleições na Suécia, projetando 176 cadeiras contra 173 da centro-direita com 94% dos votos apurados. A disputa segue aberta, dependendo da apuração de cerca de 220 mil votos restantes. Tanto a líder social-democrata, Magdalena Andersson, quanto o atual premiê, Ulf Kristersson, declararam-se prontos para formar o governo. O resultado exigirá complexas negociações de coalizão, mas não deve alterar o alinhamento do país com a Ucrânia e o Ocidente.
O bloco de centro-esquerda da Suécia mantém uma vantagem apertada sobre a aliança de centro-direita nas eleições parlamentares do país. Diante do resultado, tanto os conservadores quanto a oposição afirmaram estar preparados para formar um governo.
Com cerca de 94% dos votos apurados, a projeção da emissora pública SVT indica 176 cadeiras para o bloco liderado pelos Social-Democratas, contra 173 para a direita e a extrema-direita, deixando a formação do próximo governo ainda em aberto.
A margem, entretanto, é de apenas cerca de 28 mil votos, e aproximadamente 220 mil votos ? principalmente antecipados e provenientes do exterior ? ainda precisam ser contabilizados. Os resultados definitivos são esperados entre quarta (16) e quinta-feira (17).
A líder social-democrata, Magdalena Andersson, afirmou estar pronta para assumir o governo caso a vantagem seja confirmada.
"Nós, social-democratas, estaremos sempre prontos para assumir nossas responsabilidades", declarou diante de apoiadores em Estocolmo.
Andersson ressaltou, porém, que o resultado apertado demonstra a necessidade de cooperação entre os partido e disse estar disposta a dialogar com todas as forças políticas, exceto os Democratas Suecos (SD), partido nacionalista de direita liderado por Jimmie Åkesson.
Os Social-Democratas, que novamente aparecem como a maior legenda do país, terão pela frente negociações complexas para formar uma maioria. O Partido de Esquerda e os Verdes defendem maior tributação sobre os mais ricos e mudanças nas políticas migratórias, enquanto o Partido do Centro se opõe a um imposto sobre bilionários.
A própria Andersson já indicou que não pretende flexibilizar significativamente as regras de imigração, mantendo uma linha considerada rigorosa. Na economia, ela prometeu ampliar os investimentos no Estado de bem-estar social, defender um sistema tributário mais justo e fortalecer a coesão social.
Do outro lado, o primeiro-ministro em fim de mandato, Ulf Kristersson, afirmou que a definição sobre quem governará a Suécia "permanece em aberto". A aliança de direita, que governa desde 2022, ainda pode reverter a pequena desvantagem com a contagem dos votos restantes.
Os Democratas Suecos, por sua vez, aparecem em terceiro lugar, com cerca de 17,6% dos votos. Åkesson reconheceu a perda de apoio em relação à eleição anterior, mas afirmou considerar o partido vencedor da campanha. O resultado também pode abrir espaço para novas negociações dentro do bloco de direita.
Apesar da incerteza, analistas consideram improvável que o resultado eleitoral altere de forma significativa a posição da Suécia no Ocidente ou seu apoio à Ucrânia. Já os rumos das políticas migratória e econômica dependerão das negociações para a formação da próxima coalizão. .
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