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Centro-esquerda da Suécia lidera e extrema-direita patina em disputa eleitoral acirrada

14 set 2026 - 09h22
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Resumo
Contrariando a tendência europeia, a oposição de centro-esquerda venceu as eleições na Suécia por margem estreita (176 a 173 cadeiras), impulsionada pelo recuo eleitoral da extrema-direita. Liderada por Magdalena Andersson, a nova coalizão deve manter a postura pró-Ocidente e pró-Ucrânia. Contudo, analistas destacam que o futuro governo dificilmente revogará as atuais regras rígidas de imigração, diante das preocupações dos eleitores com os índices de criminalidade e segurança pública.

‌A oposição de centro-esquerda da Suécia parecia ter grandes chances de assumir o poder na segunda-feira, após uma eleição acirrada que reduziu a influência da extrema-direita, mas que provavelmente não significará um retorno às políticas de imigração ⁠mais abertas.

Magdalena Andersson, do Partido Social-Democrata da Suécia, em Estocolmo
  13 de setembro de 2026   REUTERS/Denis Balibouse
Magdalena Andersson, do Partido Social-Democrata da Suécia, em Estocolmo 13 de setembro de 2026 REUTERS/Denis Balibouse
Foto: Reuters

Contrariando uma tendência europeia de guinada para a direita, ‌os resultados preliminares das eleições na Suécia apontavam para uma vantagem estreita de três cadeiras da oposição de ‌centro-esquerda sobre o bloco de ‌direita do primeiro-ministro Ulf Kristersson, atualmente no poder.

Isso se ⁠deveu principalmente às derrotas do partido de extrema-direita Democratas Suecos, que ajudou a conduzir o país, outrora liberal, rumo a algumas das regras de imigração mais rígidas da Europa.

Embora um governo de centro-esquerda possa adotar uma linha ‌mais branda, é improvável que retorne às políticas generosas e ‌de portas abertas das ⁠últimas décadas, ⁠afirmam analistas, devido ao mal-estar dos eleitores em relação aos níveis ⁠de imigração e criminalidade.

"Acredito ‌que a mudança mais ‌ampla em direção a uma política de imigração sueca mais rígida veio, em grande parte, para ficar", disse Niklas Bohlin, cientista político da Universidade da Suécia ⁠Central.

Os partidos de esquerda que apoiam a líder dos social-democratas, Magdalena Andersson, teriam conquistado 176 cadeiras no Parlamento de 349, enquanto o bloco de Kristersson teria conquistado 173 assentos, informou a autoridade ‌eleitoral.

"Se esse resultado se confirmar, a Suécia terá um novo governo", disse Andersson aos seus apoiadores na noite de ⁠domingo.

Espera-se que um governo de centro-esquerda mantenha a postura pró-Ocidente e pró-Ucrânia da Suécia.

A eleição opôs uma centro-esquerda fragmentada a uma centro-direita unida que planejava incluir a extrema-direita na coalizão — um passo longe demais para alguns eleitores.

Os Democratas Suecos, com raízes na extrema-direita neonazista e na supremacia branca, perderam cerca de 11 cadeiras, segundo as projeções, sendo a primeira vez que o partido viu sua participação eleitoral diminuir em uma eleição parlamentar.

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