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Bailarina que escondeu líder rebelde do Peru é solta após 25 anos na prisão

12 set 2017
11h01
atualizado às 12h46
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Uma bailarina peruana que foi flagrada escondendo o líder do grupo rebelde Sendero Luminoso em seu apartamento em 1992 foi libertada da prisão na segunda-feira, depois de concluir sua pena de 25 anos de reclusão.

Maritza Garrido Lecca, bailarina peruana flagrada escondendo líder do grupo rebelde Sendero Luminoso em 1992, deixa a prisão, em Lima 11/09/2017 REUTERS/Guadalupe Pardo
Maritza Garrido Lecca, bailarina peruana flagrada escondendo líder do grupo rebelde Sendero Luminoso em 1992, deixa a prisão, em Lima 11/09/2017 REUTERS/Guadalupe Pardo
Foto: Reuters

Maritza Garrido Lecca, de 52 anos, saiu de uma prisão nos arredores de Lima sorrindo. Maritza é a mais recente de uma leva de ex-militantes libertados, e sua soltura despertou o temor de tumultos.

Criada em um lar católico abastado da capital Lima, Maritza surpreendeu seus conterrâneos quando autoridades descobriram que o homem mais procurado do país, Abimael Guzmán, estava vivendo em segredo no segundo andar de seu apartamento, acima do estúdio onde ela dava aulas de balé e dança moderna.

Sua história inspirou o filme "Guerrilha Sem Face", dirigido por John Malkovich em 2002, que mostrou o tipo de trabalho de investigação paciente que levou à captura de Guzmán.

Guzmán criou o Sendero Luminoso em 1980 com o objetivo de derrubar o Estado, o que se tornaria um dos conflitos internos mais violentos da América Latina.

Estima-se que 69 mil pessoas foram mortas durante a batalha de duas décadas entre forças de segurança do governo e insurgentes de esquerda. A maioria das vítimas foi de camponeses pobres que Guzmán esperava que abraçassem seus planos para uma rebelião armada.

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