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Autoridade de alto escalão da gestão Trump descreve em jornal resistência ao presidente dentro do governo dos EUA

5 set 2018
21h43
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Muitos altos funcionários do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vêm trabalhando para frustrar partes de sua agenda, para proteger o país de seus piores impulsos, escreveu uma autoridade da gestão Trump de forma anônima em uma coluna publicada pelo New York Times nesta quarta-feira.

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião na Casa Branca
05/09/2018 REUTERS/Kevin Lamarque
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião na Casa Branca 05/09/2018 REUTERS/Kevin Lamarque
Foto: Reuters

Na coluna, o funcionário descreveu "sussurros iniciais" entre integrantes do gabinete de Trump para tomar medidas para removê-lo do cargo de presidente, mas acrescentou que eles decidiram contra isso para evitar uma crise constitucional.

O funcionário escreveu que a raiz do problema é que Trump é amoral e não está ancorado em nenhum princípio discernível que guie sua decisão.

"Pode ser um conforto frio nesta era caótica, mas os americanos devem saber que há adultos na sala", escreveu o autor.

Questionado sobre a coluna durante um evento na Casa Branca, Trump a chamou de "editorial covarde", criticou o New York Times como "fracassado" e assinalou conquistas econômicas que, segundo ele, são prova de sua liderança.

Olhando para as câmeras, ele disse: "Ninguém vai chegar perto de me vencer em 2020 por causa do que fizemos".

O presidente republicano depois disparou uma mensagem com uma palavra no Twitter: "TRAIÇÃO?"

Em outro tuíte, ele disse: "Se a pessoa anônima realmente existe, o Times deve, para fins de Segurança Nacional, entregá-la ao governo imediatamente!"

O Times tomou o que chamou de passo raro de publicar uma coluna de opinião da autoridade sob um acordo para manter o nome do autor em segredo. Alegou que o cargo do funcionário sênior do governo estaria comprometido por sua divulgação.

O artigo alimentou acusações de críticos de que Trump é instável e inadequado para a Presidência, e parecia provável que ressuscitaria conversas entre alguns democratas sobre possível impeachment do presidente, caso assumam o controle da Câmara dos Deputados dos EUA nas eleições de novembro.

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