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Atirador mata combatente do Estado Islâmico com disparo a 3,5 km de distância

Segundo fontes militares, tiro 'interrompeu de fato um ataque' do grupo extremista islâmico às forças de segurança iraquianas; distância do disparo é considerada recorde na história militar; bala levou dez segundos para atingir o alvo.

23 jun 2017 - 06h33
(atualizado às 07h39)
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A Canadian sniper team works in Afghanistan
A Canadian sniper team works in Afghanistan
Foto: BBC News Brasil

Um atirador das forças especiais do Canadá matou um integrante do grupo extremista autodenominado Estado Islâmico com um tiro disparado a 3,5 quilômetros de distância, no mês passado, no Iraque.

A distância do disparo bem sucedido, confirmada à BBC pelo Comando de Operações Especiais canadense, é considerada recorde na história militar.

Segundo o jornal canadense Globe and Mail, o soldado efetuou o disparo do alto de um edifício. A bala teria demorado dez segundos para atingir o alvo. O disparo teria sido registrado em vídeo.

O atirador quebrou o recorde do britânico Craig Harrison, que matou um militante talebã com um tiro disparado a 2,4 quilômetros, usando um rifle L115A3 de longa distância, em 2009, no Afeganistão.

O Globe and Mail descreveu a dificuldade do disparo, que exigiu que o atirador levasse em conta a força do vento, estudos de balística e até a curvatura da Terra.

Ele trabalhou em parceria com um observador, que ajuda a detectar alvos, e usou um rifle militar canadense McMillan TAC-50. De acordo com fontes do jornal, ele pertence à unidade conhecida como Joint Task Force 2.

"O tiro em questão interrompeu de fato um ataque do Daesh (Estado Islâmico) às forças de segurança iraquianas", disse uma fonte militar ao jornal.

"Em vez de lançar uma bomba que poderia matar civis na região, essa é uma ação muito mais precisa e, por estar tão longe, os maus elementos não tinham a menor ideia do que estava acontecendo", completou.

Em 2016, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, suspendeu os ataques aéreos contra o Estado islâmico no Iraque e na Síria.

Mas, ao mesmo tempo, Trudeau anunciou planos para reforçar as forças especiais em solo, além de aumentar o número de membros das Forças Armadas do Canadá encarregados de treinar e auxiliar as forças locais.

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