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Ataques de EUA e Arábia Saudita contra grupos ligados ao Irã no Iraque elevam tensão

Ofensiva deixou 20 mortos e fez Teerã responder com ação contra base americana

29 jul 2026 - 10h37
(atualizado às 10h57)
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A escalada militar no Oriente Médio ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (29) após uma série de bombardeios envolvendo Estados Unidos, Arábia Saudita, Iraque e Irã.

Ataques aéreos conjuntos realizados pelas autoridades americanas e sauditas contra bases de grupos ligados ao Irã no Iraque deixaram pelo menos 20 mortos e 32 feridos, segundo as Forças de Mobilização Popular (PMF), uma coalizão de antigas milícias incorporadas às forças de segurança iraquianas.

Em comunicado oficial, a PMF afirmou que seus combatentes foram atingidos em operações realizadas contra instalações localizadas em sete províncias iraquianas.

Fontes ouvidas pela agência AFP disseram que o ataque mais letal ocorreu na província de Nínive, onde pelo menos 10 integrantes da aliança paramilitar morreram. O número de vítimas pode aumentar, segundo autoridades locais.

Por sua vez, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou que aviões de combate americanos e sauditas realizaram ataques de precisão no leste do Iraque contra locais de logística e depósitos de armas de grupos que Washington acusa de ligação com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).

Segundo o Centcom, a operação foi uma resposta a mais de 30 ataques com drones contra forças americanas e infraestrutura energética saudita nas últimas 72 horas. O comando garantiu que as ações iranianas não tiveram sucesso e classificou os bombardeios como uma resposta defensiva.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à Fox News que Washington pretende responder com força todas as ações iranianas. Além disso, confirmou que os ataques americanos e sauditas foram coordenados com o governo iraquiano.

Após os bombardeios no Iraque, o Irã lançou mísseis balísticos contra uma base americana na Jordânia, segundo informações divulgadas pelo jornalista Barak Ravid, da Axios. Um oficial americano afirmou que todos os projéteis foram neutralizados.

O Exército da Jordânia também informou ter interceptado cinco mísseis iranianos lançados contra o território do país.

A troca de ataques provocou reação imediata nos mercados internacionais. Os preços do petróleo registraram forte alta nas negociações asiáticas. O petróleo WTI chegou a subir mais de 3%, enquanto o Brent também avançou diante dos temores de interrupção no fornecimento global.

Em meio ao aumento das tensões, o Irã também deverá receber um lote de até 400 lançadores portáteis de mísseis antiaéreos fabricados na China, de acordo com informações da Reuters.

O acordo, avaliado entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões, representa um dos maiores esforços recentes de Teerã para fortalecer sua defesa aérea de curto alcance. O primeiro lote dos equipamentos deve chegar nas próximas semanas.

Outro ponto de tensão envolve o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás. A Guarda Revolucionária Islâmica anunciou ter interceptado três petroleiros que, segundo Teerã, ignoraram advertências e seguiam uma rota considerada irregular.

Além disso, o Irã rejeitou uma proposta de divisão temporária do controle do estreito apresentada por Omã, segundo o Wall Street Journal.

Teerã defende manter maior influência sobre a passagem marítima, enquanto Estados Unidos e aliados pressionam por livre circulação internacional.

Enquanto isso, aliados do Irã na região também aumentaram a pressão. Autoridades do governo iemenita acusaram os rebeldes houthis de planejarem cobrar pedágios pela passagem de navios no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, classificando a medida como uma ameaça a uma das principais rotas comerciais marítimas do mundo. 

Ansa - Brasil
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