Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Ataques aéreos israelenses matam 11 em Gaza, afirmam palestinos

15 fev 2026 - 12h26
Compartilhar
Exibir comentários

Israel lançou ataques aéreos em toda a ‌Faixa de Gaza neste domingo, matando pelo menos 11 palestinos, segundo autoridades palestinas, no que os militares chamaram de resposta a violações do cessar-fogo pelo grupo militante Hamas.

Médicos de Gaza afirmaram que um ataque aéreo israelense a um acampamento que abrigava famílias deslocadas matou pelo menos quatro pessoas, enquanto autoridades de saúde afirmaram que outro ataque matou cinco pessoas em Khan Younis, no sul, e outra pessoa foi morta ⁠a tiros no norte.

Os ataques aéreos também tiveram como alvo o que se acredita ser um comandante do ‌grupo Jihad Islâmica, aliado do Hamas, no bairro de Tel Al-Hawa, na cidade de Gaza.

Hazem Qassem, porta-voz do Hamas em Gaza, acusou Israel de cometer um novo "massacre" contra palestinos deslocados, chamando-o de uma grave violação ‌do cessar-fogo dias antes da primeira reunião do Conselho de ‌Paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Um oficial militar israelense chamou os ataques de domingo ⁠de "precisos" e em conformidade com o direito internacional, e disse que o grupo militante palestino violou repetidamente o cessar-fogo de outubro.

Israel e o Hamas têm repetidamente trocado acusações de violações do acordo de cessar-fogo, um elemento-chave do plano de Trump para acabar com a guerra em Gaza, a mais mortal e destrutiva do conflito israelo-palestino que já dura várias gerações.

A guerra começou com o ataque do Hamas ao sul de ‌Israel em 7 de outubro de 2023, que matou mais de 1.200 pessoas, de acordo com dados israelenses. A ‌guerra aérea e terrestre de Israel ⁠em Gaza matou mais ⁠de 72.000 pessoas desde então, de acordo com dados do Ministério da Saúde palestino.

"CONSELHO DE PAZ" SE REÚNE NA 5ª

"Nas ⁠últimas horas, as Forças de Defesa de Israel (IDF) começaram a ‌atacar em resposta à violação flagrante ‌do acordo de cessar-fogo pelo Hamas ontem na área de Beit Hanoun", disse um oficial militar israelense.

O oficial disse que militantes emergiram de um túnel no lado israelense da "Linha Amarela", acordada sob o cessar-fogo para demarcar as áreas controladas por Israel e pelo Hamas.

"Atravessar a Linha Amarela nas ⁠proximidades das tropas das Forças de Defesa de Israel, enquanto armado, é uma violação explícita do cessar-fogo — e demonstra como o Hamas viola sistematicamente o acordo de cessar-fogo com a intenção de prejudicar as tropas das Forças de Defesa de Israel", disse o oficial.

Israel moveu unilateralmente a linha amarela para mais dentro de Gaza, embora a retirada israelense faça parte do ‌acordo de cessar-fogo, e o Hamas até agora rejeitou as exigências para depor as armas, também previstas no plano. Israel afirma que terá que forçar o Hamas a se desarmar se ele não o ⁠fizer.

Qassem pediu aos participantes da primeira reunião do novo Conselho Internacional de Paz para Gaza, organizado por Trump, na quinta-feira, a pressionarem Israel a parar de violar a trégua e implementar o acordo sem demora.

Autoridades norte-americanas disseram à Reuters na semana passada que Trump anunciará um plano de reconstrução de bilhões de dólares para Gaza e detalhará os planos para uma força de estabilização autorizada pela ONU para o território palestino na reunião em Washington.

As forças armadas israelenses disseram que continuaram a destruir túneis subterrâneos no norte da Faixa de Gaza, de acordo com o acordo, e que suas aeronaves atacaram um prédio a leste da Linha Amarela após verem militantes saindo de um túnel e mataram pelo menos dois deles. Autoridades de Gaza não tinham informações sobre essas vítimas.

O Ministério da Saúde de Gaza afirma que pelo menos 600 palestinos foram mortos por tiros israelenses desde o início do acordo de Gaza. Israel afirma que quatro soldados foram mortos por militantes em Gaza durante o mesmo período.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade