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Ataque russo a centro de assistência humanitária ucraniano deixa dezenas de mortos e desaparecidos

4 nov 2026 - 10h58
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Resumo
Um bombardeio russo a um ponto de ajuda humanitária em Zaporizhzhia, na Ucrânia, deixou ao menos 37 mortos e 59 desaparecidos nesta segunda-feira. O ataque atingiu uma antiga escola usada como abrigo civil. Enquanto Kiev denuncia bombardeios contra civis, a Rússia alega ter mirado unidades militares. A tragédia ocorre após o fim de uma trégua mediada pelos EUA, que agora articulam conversas bilaterais em Abu Dhabi para negociar o fim do conflito e a redução da tensão entre os dois países.

O número de mortos em ‌um bombardeio russo contra um ponto de distribuição de ajuda humanitária na região de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, na segunda-feira, subiu para 37, com dezenas de desaparecidos, segundo autoridades, em um dos ataques mais mortíferos contra civis ⁠neste ano.

Equipes de resgate ainda procuravam sobreviventes nos escombros ‌da antiga escola na vila de Komyshuvakha, informou nesta quarta-feira o chefe interino da Administração Militar Regional, Mykhailo ‌Semikin.

Ivan Fedorov, codiretor do Conselho Regional ‌de Defesa de Zaporizhzhia, escreveu no Telegram que ⁠59 pessoas estavam desaparecidas.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que as forças russas primeiro lançaram bombas aéreas sobre o prédio da escola quando as pessoas chegavam para receber ajuda e, em seguida, atacaram o abrigo com mais ‌bombas.

As aulas já estavam suspensas há muito tempo na escola ‌devido à sua ⁠proximidade com a ⁠linha de frente, mas ela servia como abrigo e distribuía ajuda ⁠humanitária todas as segundas-feiras, ‌disse Zelenskiy. Dois membros ‌de uma equipe de resgate e quatro policiais estavam entre os mortos, informaram os serviços de emergência.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o ataque ⁠teve como alvo unidades militares ucranianas nos arredores de Komyshuvakha e em dois outros povoados, e que até 25 militares ucranianos foram mortos.

Tanto a Rússia quanto a Ucrânia negam atacar deliberadamente ‌civis.

O ataque ocorreu um dia após o término de um cessar-fogo de seis dias para a retirada de civis ⁠da cidade de Oleshky, no sul da Ucrânia, ocupada pela Rússia. A trégua, mediada pela primeira-dama dos EUA, Melania Trump, permitiu a retirada de quase 800 pessoas, segundo a primeira-dama. Zelenskiy concedeu a Melania Trump uma honraria de Estado por seu papel.

Os Estados Unidos reunirão delegações da Ucrânia e da Rússia em Abu Dhabi nos dias 10 e 11 de novembro para discutir o fim do conflito, acordos de segurança pós-guerra e a redução da tensão, disse o enviado dos EUA, Steve Witkoff, na segunda-feira.

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