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Ataque frustrado intensifica preocupações com evento da imprensa da Casa Branca

29 abr 2026 - 15h23
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O ataque ‌frustrado de sábado no Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca aprofundou as dúvidas sobre a continuidade do evento no formato atual, enquanto jornalistas e as autoridades avaliam os novos riscos de segurança com preocupações éticas de longa data.

Um homem armado passou ⁠correndo por um posto de controle de segurança no hotel ‌Washington Hilton -- em uma tentativa, segundo os promotores, de assassinar o presidente Donald Trump no salão de baile próximo. Trump e ‌a primeira-dama Melania Trump foram retirados ‌do jantar em segurança.

O ataque frustrado interrompeu um raro ⁠momento de cortesia entre a imprensa e um presidente que há muito tempo acusa a cobertura de injusta. Mesmo antes do último fim de semana, porém, houve um debate sobre se os jornalistas deveriam se misturar com as autoridades que cobrem.

O baile de ‌gala anual -- um evento que ocorre há mais de um século -- ‌arrecada fundos para ⁠bolsas de estudo ⁠de jornalismo e celebra a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que ⁠garante a liberdade de expressão ‌e a liberdade de ‌imprensa.

As organizações de notícias compram mesas e convidam pessoas do alto escalão da política e dos negócios. Glamorosas,  com estrelas de Hollywood, as festas duram até tarde da noite. Tradicionalmente, ⁠os presidentes comparecem, embora Trump não tenha participado do evento durante seu período na Casa Branca até este ano.

"Acho que não é uma boa imagem para os jornalistas estarem vestidos com smokings e vestidos de gala ‌e saindo com as pessoas que cobrem", disse Jane Kirtley, professora de ética e direito da mídia na Universidade de Minnesota. "Sempre ⁠foi uma proposta realmente complicada."

Em um post no Truth Social no sábado à noite, Trump disse que pretendia remarcar o jantar. Mas a Associação dos Correspondentes da Casa Branca (WHCA, na sigla em inglês), que organiza o evento de gala, tem a palavra final.

Questionada sobre seus planos, a presidente da WHCA, Weijia Jiang, encaminhou à Reuters uma declaração emitida no domingo.

"A diretoria da WHCA se reunirá para avaliar o que aconteceu e determinar como proceder", escreveu Jiang. "Forneceremos atualizações assim que estiverem disponíveis."

A declaração elogiou os jornalistas que estavam na sala por "terem começado a reportar imediatamente após o incidente".

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