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Ásia

UE pede que novo governo afegão avalie ações e promete ajuda

27 out 2009 - 15h43
(atualizado às 15h51)
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A UE reconheceu nesta terça a crescente deterioração da situação no Afeganistão, por isso desafiou o futuro governo a avaliar as ações e em troca prometeu aumentar o auxílio.

Os ministros comunitários de Exteriores aprovaram hoje em Luxemburgo um plano de ação integrado sobre o Afeganistão e o Paquistão, com o qual a União Europeia (UE) procura englobar todos os elementos de sua política em ambos os países para dar mais efetividade.

"Embora o esforço de segurança no Afeganistão seja importante, nunca poderemos ter êxito se não alcançamos o Estado básico", ressaltou o ministro de Exteriores sueco, Carl Bildt, cujo país exerce a Presidência rotativa da UE.

Conforme o plano, "a situação no Afeganistão está se deteriorando, não pela violência, mas porque o progresso na reforma política, a governança e a criação do Estado é lento e em algumas partes do país quase inexistente".

Até 7 de novembro, o Afeganistão viverá o segundo turno de suas eleições presidenciais e os europeus confiam em que a realização desta rodada, após a constatação de uma fraude parcial na primeira, fará com que as novas autoridades tenham credibilidade e legitimidade diante de seu povo.

A UE acredita que o país asiático entra em um período decisivo, no qual será preciso um Governo responsável que aproveite o aumento do apoio internacional para um novo programa diante do povo.

O novo Executivo afegão "deve adotar um conjunto de compromissos políticos com sua população, dentro de um novo contrato entre Afeganistão e a comunidade internacional", acrescenta.

A partir desse ponto, a UE estabelece o cumprimento de metas como a criação de instituições competentes, uma ação clara e bem dirigida contra a corrupção, a formação de forças de Polícia, a reforma da Justiça e o desenvolvimento agrícola e rural.

Isso requer claramente um esforço maior no âmbito civil e político por parte da comunidade internacional, reconheceu o ministro sueco durante entrevista coletiva.

Além de exigir mais do próximo Governo de Cabul, os europeus querem que o aumento de ajudas seja acompanhado da racionalização de seus esforços, que elimine as duplicidades e dê maior efetividade a sua ação.

Neste sentido, a UE disse que unificará sua representação no país asiático, onde agora há um representante especial e um delegado da Comissão Europeia (CE).

Os 27 membros da UE prometeram aumentar o auxílio ao Afeganistão, embora por enquanto não tenham mencionado números concretos, e também expandirão o papel de sua missão Eupol para a formação das forças de segurança afegãs.

Bildt explicou que parte do dinheiro adicional virá da Comissão Europeia, embora ele espere o mesmo dos países comunitários, nos quais se reconhece a importância da construção de Estado e governo no Afeganistão.

"Estamos falando de muito dinheiro, mas é certamente muito menos do que gastamos no âmbito militar", incidiu.

O responsável da política externa da UE, Javier Solana, explicou que, "apesar ao aumento do apoio europeu internacional, a responsabilidade é dos próprios afegãos, especialmente um Governo que mude as formas respeito ao passado".

Bildt disse que a confiança no processo de reforma no Afeganistão está se debilitando e destacou que essa deterioração tem que ajeitar-se.

Outra novidade do plano de ação é a ênfase no Paquistão, que enfrenta o mesmo problema de terrorismo, violência extremista e tráfico de drogas, uma estabilidade que tem um impacto direto na Europa, segundo o documento.

A UE e seus Estados-membros oferecem uma ajuda anual de US$ 1 bilhão ao Afeganistão, um país onde mantêm 30 mil soldados, o maior número que os europeus já colocaram em uma operação no exterior.

EFE   
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