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Ásia

Primeiro-ministro de Timor Leste, Xanana Gusmão renuncia ao cargo

6 fev 2015 - 09h14
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O primeiro-ministro e herói da independência de Timor Leste, Xanana Gusmão, renunciou ao cargo nesta sexta-feira, mas seu sucessor ainda não foi escolhido.

Xanana Gusmão, em foto de arquivo, na Assembleia Geral da ONU. 25/09/2014
Xanana Gusmão, em foto de arquivo, na Assembleia Geral da ONU. 25/09/2014
Foto: Lucas Jackson / Reuters

Gusmão, 68 anos, um líder guerrilheiro que ajudou a acabar com o domínio indonésio no país em 2002, já indicara havia mais de um ano que renunciaria para deixar uma geração mais jovem no comando de uma nação que está entre as mais pobres do mundo, apesar de seus abundantes recursos de gás.

"O governo confirma que o primeiro-ministro de Timor-Leste, Kay Rala Xanana Gusmão, enviou a carta de demissão do cargo de primeiro-ministro ao presidente da República, Taur Matan Ruak", disse um porta-voz do governo em um comunicado no site oficial.

"Cabe agora ao presidente da República considerar e responder à carta de demissão", disse o porta-voz. Os dois líderes se reuniram esta semana para discutir a reestruturação do governo.

Não ficou claro imediatamente quem sucederia Gusmão embora especialistas digam que na linha de frente estão o ex-ministro da Saúde Rui Araújo e o ministro de Estado Agio Pereira.

Depois de décadas sob domínio indonésio, Timor Leste tem se esforçado para desenvolver sua economia desde a independência, mas, apesar de uma produção de gás no valor de bilhões de dólares, cerca de metade da população de 1,2 milhão de pessoas vive em situação de pobreza, de acordo com o Banco Mundial.

A Indonésia invadiu Timor Leste em 1975, depois de Portugal se retirar repentinamente de uma colônia que havia governado durante três séculos, e anexou o território nesse mesmo ano, mantendo uma presença militar às vezes brutal.

Gusmão liderou os guerrilheiros na luta pela independência de Timor a partir das montanhas.

Mais tarde a Indonésia acabou permitindo uma votação sobre o destino da ilha, que optou pela independência em um pleito marcado pela violência em 1999, tornando-se um novo país em 2002.

Não ficou claro se o ex-presidente e ganhador do Prêmio Nobel da Paz José Ramos-Horta terá algum papel em um novo governo. 

(Reportagem adicional de Kanupriya Kapoor, em Jacarta)

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