Índia anula prisão perpétua de dois italianos
Ambos eram acusados da morte de um amigo no país
A Justiça da Índia anulou a pena de prisão perpétua para Elisabetta Boncompagni e Tomaso Bruno nesta terça-feira (20). Ambos eram acusados de ter assassinado o também italiano Francesco Montis, em 2010, enquanto estavam na cidade de Varasani.
A mãe de Montis, Rita Concas, afirmou à ANSA que está "sem palavras" e que sente "como se tivessem matado meu filho mais uma vez". "Estou desiludida pela sentença de liberá-los e também pelo silêncio da Embaixada italiana na Índia, que se preocupou em avisar à família dos dois jovens, mas não foi sensível em nos ligar", disse Concas afirmando que soube da notícia através do Facebook.
Ela ainda ressaltou que não sabe o que aconteceu nos últimos dois anos para que a sentença fosse revista e que não tinha nenhum advogado representando a família na nação asiática.
A morte de Montis aconteceu dentro do quarto de hotel, onde ele estava hospedado com sua namorada e seu amigo. Após o consumo de drogas, os dois acusados contam que foram dormir. Ao acordarem no dia seguinte, viram Montis sem vida e chamaram os serviços de emergência, comunicando a família dele e a Embaixada italiana.
Desde o primeiro momento, Boncompagni e Bruno viraram suspeitos do crime. A autópsia revelou sinais de estrangulamento e a morte por asfixia, mas os dois sempre alegaram inocência.
Além dos dois jovens, a Índia mantém sob custódia o fuzileiro naval Salvatore Girone. O militar, ao lado de Massimiliano Latorre que está na Itália para tratamento médico, são acusados de assassinar dois pescadores em 2012.
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