Familiares dos 153 passageiros chineses que voavam no avião desaparecido se queixam de não contar com apoio das autoridades
Foto: Kim Kyung-Hoon / Reuters
Vários familiares de passageiros chineses do voo MH370 da companhia Malaysia Airlines se reuniram nesta segunda-feira em um popular templo de Pequim, entre forte presença policial, depois de seis meses do desaparecimento do avião que fazia a rota entre Kuala Lumpur e a capital da potência asiática.
Congregados no começo da manhã, alguns parentes ofecereram um discurso em homenagem a seus entes queridos, sempre rodeados por policiais uniformizados e à paisana, para depois entrar no templo de Lama da capital pequinesa para orar e queimar incenso, de acordo com fotografias que circulam pela rede.
Apesar do caráter pacífico das amostras de afeto, a polícia impediu que continuassem no templo por muito tempo, segundo a Agência pôde comprovar.
Alguns familiares dos 153 passageiros chineses que voavam no avião desaparecido, com um total de 239 pessoas a bordo, se queixam de não contar com apoio das autoridades e, inclusive, de ter sido maltratados e detidos em algumas ocasiões pela polícia da potência asiática por realizar denúncias públicas com relação à busca.
Após seis meses, ainda não há informações sobre o paradeiro do avião
A Austrália, como país mais próximo à suposta zona do acidente, e Malásia começarão neste mês uma nova fase de busca submarina do aparelho em uma área de cerca de 60 mil quilômetros quadrados e situada cerca de 1.800 quilômetros ao oeste da cidade australiana de Perth.
Por sua vez, a China prometeu no sábado fornecer à Malásia mais assistência para continuar com a busca, segundo disse o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, ao chefe de Estado da Malásia, Abdul-Halim Mu'adzam, durante um encontro na sexta-feira na capital chinesa.
A bordo do MH370 viajavam 153 chineses, 50 malaios (12 formavam a tripulação), sete indonésios, seis australianos, cinco indianos, quatro franceses, três americanos, dois neozelandeses, dois ucranianos, dois canadenses, um russo, um holandês, um taiuanês e dois iranianos.
As investigações apontam que o avião voou com todas as pessoas a bordo inconscientes pela falta de oxigênio até ficar sem combustível e cair no mar, embora a um princípio foi ventilada a possibilidade de um atentado terrorista e em outro momento, a suspeita de um sequestro com a cumplicidade do piloto do avião.
A triste notícia sobre o boeing da Malaysian Airlines tinha temido por semanas foi anunciada nesta segunda-feira. O primeiro-ministro da Malásia disse que uma nova análise de dados de satélite indica que o avião caiu em área remota do oceano Índico. Muitos parentes passaram mal, desmaiaram. Uma mulher foi retirada em maca após a notícia do premiê da Malásia
Foto: AP
Parentes choraram e gritaram após anúncio de premiê da Malásia. Nesta segunda-feira, foi confirmada a informação de que o avião teria caído ao sul do Oceano Índico
Foto: AP
Na foto, um dos parentes dos passageiros do avião, que teve se ser retirado do hotel e levado ao hospital em uma maca, após desmaiar com confirmação de que o avião teria caído ao sul do Oceano Índico
Foto: AP
Parente de um passageiro chinês do avião da Malaysia Airlines deixa hotel em Pequim em lágrimas depois da confirmação do primeiro-ministro da Malásia de que o avião caiu no sul do Oceano Índico e que não há sobreviventes
Foto: AP
Muitos parentes passaram mal após a confirmação da morte dos 239 passageiros a borda do boeing 777 da Malaysia Airlines.
Foto: AP
Uma mulher teve de receber cuidados médicos e ser retirada do hotel em uma maca após receber o anúncio do governo sobre morte dos passageiros de avião, que estava sumido há mais de duas semanas
Foto: AP
Nesta segunda-feira, o governo da Malásia confirmou a morte de todos os passageiros do avião desaparecido há mais de duas semanas - que saiu de Kuala Kampur. Os parentes receberam a triste notícia no hotel em Pequim, onde estavam reunidos durante estes dias
Foto: AP
27 de março - Mulher chora durante cerimônia realizada aos mortos do voo MH370 da Malaysia Airlines em Kuala Kumpur nesta quinta-feira
Foto: AP
27 de março - Parentes e amigos choraram a morte dos 239 passageiros do voo do Malaysia Airlines alguns dias depois da confirmação do governo malaio sobre queda no Oceano Índico. Cerimônia foi realizada em Kuala Kumpur nesta quinta-feira
Foto: AP
27 de março - Muitas velas foram acesas durante cerimônia em homenagem às vítimas do acidente com o avião malaio, que ficou mais de duas semanas desaparecido. Nesta quinta-feira, parentes, amigos e voluntários se reuníram para relembrar vítimas
Foto: Reuters
27 de março - Parentes rezaram e acenderam velas em cerimônia nesta quinta-feira. Uma vigília foi realizada em homenagem e em prece aos 239 mortos
Foto: Reuters
27 de março - Parente reage depois uma reunião com governo da Malásia para atualização de informações sobre busca dos destroços no Oceano Índico; novas imagens de satélite mostram centenas de pedaços de objetos que podem ser do avião
Foto: Reuters
27 de março - Voluntários vestem coletes azuis e levam um parente para a sala de reuniões com o governo da malásia para atualização de informações sobre destroços que estão sendo procurados no Oceano Índico
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