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Aquecimento do Polo Sul foi 3 vezes a taxa global nos últimos 30 anos, mostra estudo

29 jun 2020
15h12
atualizado às 16h06
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As temperaturas estão subindo rapidamente no Polo Sul, considerado o ponto mais frio da Terra.

Pequenas plataformas de gelo na baía de Fournier, Antártica 
03/02/2020
REUTERS/Ueslei Marcelino
Pequenas plataformas de gelo na baía de Fournier, Antártica 03/02/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

Tão rápido que Kyle Clem e outros pesquisadores do clima começaram a se preocupar e se perguntar se a mudança climática causada pelo homem está desempenhando um papel maior do que o esperado na Antártida.

Dados de temperatura mostram que o aquecimento da região desolada foi três vezes a taxa de aquecimento global nas últimas três décadas até 2018, o ano mais quente do Polo Sul já registrado, disseram os pesquisadores em um estudo publicado nesta segunda-feira na revista Nature Climate Change.

Observando dados de 20 estações meteorológicas na Antártida, a taxa de aquecimento do Polo Sul foi sete vezes maior que a média geral do continente.

O aquecimento do Polo Sul está parcialmente ligado ao aumento natural das temperaturas no Pacífico tropical ocidental, sendo impulsionado para o sul por ciclones nas águas geladas do Mar de Weddell, disseram os pesquisadores.

Mas esse padrão, que se acredita ser parte de um processo natural de várias décadas, explica apenas algumas das tendências de aquecimento. O restante, disseram os pesquisadores, foi devido às mudanças climáticas induzidas pelo homem.

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