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Após lei marcial, Coreia do Norte chama Sul de 'ditadura fascista'

Pyongyang fez primeira declaração sobre crise política em Seul

11 dez 2024 - 10h08
(atualizado às 11h47)
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A Coreia do Norte fez sua primeira declaração pública nesta quarta-feira (11) sobre a fracassada tentativa de Seul de impor lei marcial, descrevendo a medida como "chocante" e classificando o país vizinho como uma "ditadura fascista".

    O comentário foi feito pela agência de notícias norte-coreana KCNA em um artigo sobre os tumultos de 3 de dezembro ligados à imposição da lei marcial pelo presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, incluindo a pressão da oposição para destituir o líder acusado de insurreição e abuso de poder.

    "O incidente chocante do regime fantoche de Yoon Suk-yeol, que de repente declarou um decreto de lei marcial e empunhou sem hesitação as armas e facas de sua ditadura fascista, causou o caos em toda a Coreia do Sul", afirmou o texto.

    O artigo, que também foi publicado no jornal Rodong Sinmun com mais de 20 fotos de uma ampla cobertura das manifestações em Seul, detalha a declaração da lei marcial de Yoon, sua revogação após seis horas e a rejeição de uma moção de impeachment contra Yoon aprovada pelo Parlamento depois do boicote de parlamentares aliados.

    "Vários helicópteros e forças de lei marcial totalmente armadas, incluindo a organização de criminosos, o Comando Especial de Guerra do Exército, foram mobilizados para isolar a Assembleia Nacional", informou a KCNA.

    A publicação descreveu ainda a manifestação cívica em grande escala que ocorreu após a rejeição da moção de impeachment, citando participantes que chamaram Yoon de "desastre" e pediram seu "impeachment imediato" e "punição".

    "A comunidade internacional está observando atentamente, avaliando que o incidente da lei marcial expôs as vulnerabilidades da sociedade sul-coreana e que a vida política de Yoon Suk-yeol pode terminar em breve", acrescentou a Coreia do Norte.

    Esta é a primeira vez que Pyongyang divulga um posicionamento midiático sobre o assunto, depois de mais de uma semana do caso.

    No dia 3 de dezembro, Yoon decretou uma lei marcial que prevê a restrição dos direitos civis da população, cuja duração foi de apenas seis horas após ter provocado uma crise política generalizada na Coreia do Sul.

    Nos últimos dias, inclusive, o jornal Rodong Sinmun publicou frequentemente artigos criticando o presidente sul-coreano, mas o fluxo de notícias sobre o tema parou um dia depois de a lei marcial ter sido revogada. .

Ansa - Brasil
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