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Após apelo do Papa, Rússia diz agir para resolver crise em cidade na Ucrânia

Leão XIV conversou com Putin e Zelensky sobre a situação em Oleshky

20 out 2026 - 08h36
(atualizado às 09h19)
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Resumo
A Rússia anunciou que já atua para conter a crise humanitária na cidade ucraniana ocupada de Oleshky, após apelos do Papa e diálogos entre Donald Trump e Vladimir Putin. O Kremlin acionou sua comissária de direitos humanos para contatos internacionais, planeja um encontro com um enviado dos EUA e defendeu a retomada urgente das negociações sobre armas nucleares com Washington. Paralelamente, Moscou apoia negociações de paz, mas sugeriu a necessidade de outro interlocutor além de Zelensky.

O governo russo informou nesta terça-feira (20) que já está atuando para enfrentar a crise humanitária em Oleshky, cidade da região ucraniana de Kherson, ocupada pelas forças de Moscou desde fevereiro de 2022.

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante conversas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi acertado que a comissária russa para os Direitos Humanos, Yana Lantratova, entraria em contato com representantes internacionais para tratar da situação.

"O trabalho já está em andamento", afirmou Peskov, de acordo com informações divulgadas pela agência estatal russa Tass.

O porta-voz acrescentou que a situação em Oleshky foi abordada tanto em uma conversa com o papa Leão XIV quanto no diálogo mais recente entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin.

Nos últimos dias, o Pontífice falou por telefone com Putin e também com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para discutir a crise humanitária causada pela guerra.

Durante a conversa com o líder russo, Leão XIV manifestou preocupação com as condições enfrentadas pela população de Oleshky e pediu um cessar-fogo que permita a chegada de ajuda humanitária essencial aos moradores.

O Papa também reiterou o compromisso da Santa Sé com a promoção do diálogo e da paz. Em seu contato com Zelensky, voltou a mencionar a gravidade da situação na cidade e reforçou a necessidade de uma trégua humanitária.

Em outra declaração, Peskov afirmou nesta terça-feira que o Kremlin espera organizar em breve um encontro entre Putin e Steve Witkoff, enviado dos Estados Unidos.

O porta-voz russo também defendeu que as negociações para encerrar o conflito sejam conduzidas por um representante legítimo do governo ucraniano que esteja disposto a assumir responsabilidades e adotar as medidas necessárias para alcançar uma solução para a guerra.

A declaração ocorreu depois de Trump afirmar que Zelensky seria "a pessoa errada" para participar das negociações.

Peskov também pediu a retomada urgente do diálogo entre Moscou e Washington sobre armas nucleares. Na avaliação do Kremlin, a situação atual é "extremamente perigosa" devido à falta de uma estrutura jurídica eficaz que regulamente a questão.

As declarações foram feitas um dia após Trump demonstrar disposição para se reunir com Putin e com o presidente chinês, Xi Jinping, em novembro, durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na China. Segundo o presidente americano, o encontro poderia incluir discussões sobre desnuclearização e segurança internacional. 

Ansa - Brasil
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