Venezuelanos voltam às ruas para reivindicar aumento salarial
Nesta quarta-feira (25), os venezuelanos vão sair às ruas para exigir aumento salarial. Esse é o segundo protesto pelo mesmo motivo registrado nesta semana na capital.
Pedro Pannunzio, correspondente da RFI em Caracas,
Na segunda-feira, professores e aposentados já haviam se manifestado por reajustes. No mesmo dia, o PSUV, partido da base governista, convocou uma manifestação no mesmo horário e local, em uma tentativa de esvaziar o ato da oposição. A marcha chavista defendia o fim das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.
Em discurso aos apoiadores, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, afirmou que se as sanções forem retiradas, a Venezuela terá os salários mais altos da América.
O salário mínimo venezuelano, congelado desde março de 2022, é de 130 bolívares por mês, o que equivale, na cotação atual, a 28 centavos de dólar. Como compensação, o governo paga aos funcionários públicos o chamado "bônus de guerra econômica".
Há pouco mais de uma semana, a presidente Delcy Rodríguez anunciou o aumento desse bônus, que saltou de 120 para 150 dólares.
As organizações sindicais, no entanto, pressionam por aumento do salário real e uma das palavras de ordem da mobilização desta quarta-feira é "chega de bônus".
Caso a reivindicação não seja atendida, as lideranças sindicais dizem que vão sair às ruas novamente no dia 9 de abril, dessa vez em direção ao Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano.