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América Latina

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OCDE vê oportunidade para Brasil e América Latina com demanda mundial por terras raras

O secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Mathias Cormann, instou nesta terça-feira (2) os países da América Latina a realizar reformas "ambiciosas" para "aproveitar" o fato de a economia mundial necessitar de minerais críticos. O Brasil, que concentra algumas das maiores reservas globais de terras raras, além de cobre, níquel e nióbio, é citado na declaração.

2 jun 2026 - 15h36
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Os minerais críticos se tornaram um dos eixos centrais da disputa geopolítica global. Esses recursos são essenciais para a transição energética, a indústria de tecnologia, sistemas de defesa e telecomunicações. Por isso, potências econômicas mundiais como Estados Unidos, Japão e França estão redobrando seus esforços para reduzir sua dependência da China e assegurar o fornecimento de terras raras e outros minerais considerados estratégicos.

O secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Mathias Cormann, pediu nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, que Brasil e outros países latino-americanos "aproveitem" a oportunidade da atual demanda mundial de terras raras. (Foto ilustrativa)
O secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Mathias Cormann, pediu nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, que Brasil e outros países latino-americanos "aproveitem" a oportunidade da atual demanda mundial de terras raras. (Foto ilustrativa)
Foto: © Joel Saget / AFP/Archivos / RFI

Nesse contexto, os países da América Latina aparecem como uma alternativa. Os Estados Unidos estão atentos ao Brasil, Chile e Argentina, entre outros, enquanto a União Europeia espera um melhor abastecimento proveniente do México com a atualização de seu acordo comercial.

"O mundo está oferecendo à América Latina e ao Caribe uma oportunidade sem precedentes", afirmou Cormann na abertura do 18º Fórum Econômico Internacional da OCDE sobre a região, realizado na sede da organização em Paris.

Para o secretário-geral, "as cadeias de suprimentos globais estão sendo reconfiguradas, a demanda por minerais críticos está crescendo e a região tem exatamente o que os mercados globais precisam". Ele instou os países latino-americanos a agir agora e "aproveitar" essa oportunidade.

Reformas ambiciosas

Para isso, destacou que são necessárias "reformas ambiciosas" que levem a uma maior mobilização do investimento privado, a uma maior integração regional, ao fortalecimento das instituições públicas e ao aumento da produtividade do trabalho.

O Brasil possui mais de 20 milhões de toneladas de terras raras, a segunda maior reserva do mundo atrás da China, de acordo com estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos, mas tem exportação reduzida.

Bolívia, Argentina e Chile, por sua vez, contam com importantes reservas de lítio, enquanto Chile e Peru se destacam no cobre e Cuba, no cobalto, entre outros, segundo o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe.

Cormann citou ainda, como outros potenciais da região, as energias limpas, a capacidade agrícola e uma população jovem e dinâmica.

Com AFP

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