Nova série de declarações polêmicas de Trump reascende debate sobre saúde mental do presidente dos EUA
Após seu discurso agressivo em Davos, declarações equivocadas e a divulgação de mensagens privadas trocadas com outros líderes mundiais, a oposição democrata volta a sugerir que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode estar sofrendo de demência. "O presidente está agindo de forma cada vez mais errática, e todos estão agindo como se fosse normal", disse a deputada de Nova York Alexandria Ocasio-Cortez.
"Não se trata apenas de um homem. É todo o aparato governamental que assiste a alguém se deteriorar diante do mundo inteiro sem fazer nada", continuou ela, em entrevista ao site Migrant Insider.
Nos últimos dias, Donald Trump concedeu uma coletiva de imprensa confusa na Casa Branca, divulgou mensagens privadas trocadas com líderes como o presidente francês, Emmanuel Macron, e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e fez um discurso agressivo direcionado a outros países no Fórum Econômico Mundial, em Davos, onde também confundiu Groenlândia com Islândia.
Ocasio-Cortez disse considerar o caso de Trump mais preocupante do que a fragilidade de Joe Biden, que o levou a desistir da corrida presidencial de 2023 no país. Ty Cobb, ex-advogado da Casa Branca de Donald Trump, compartilhou essa visão no canal MS Now (antigo MSNBC): "Acho que houve um declínio significativo. Ele sempre foi movido pelo narcisismo, mas a demência e o declínio cognitivo agora são visíveis".
Vários líderes democratas, como o senador de Massachusetts Ed Markey e a representante do Arizona Yassamin Ansari, têm sugerido a convocação da 25ª Emenda da Constituição, que permite que um presidente seja declarado incapaz de exercer suas funções. Por enquanto, apenas a oposição está levantando a questão, como fez durante seu primeiro mandato, sem sucesso. Mas foi assim que, durante a presidência de Joe Biden, o democrata acabou sendo forçado a desistir de concorrer à reeleição.
Volta de "Taco"
Além disso, as recentes reviravoltas de Trump fizeram ressurgir nas redes sociais a expressão "Taco" - sigla para "Trump Always Yellows Out" ("Trump Sempre Corre Atrás").O termo foi criado em 2015 por Robert Armstrong, colunista americano do jornal Financial Times, para descrever as falas alarmantes do presidente americano, os seus efeitos negativos nos mercados financeiros e, dias depois, novos comentários de Trump recuando no que havia dito, levando à estabilização das bolsas.
No começo do ano, o líder republicano informou que, "mais uma vez", teve "perfeitos" resultados no seu balanço cognitivo. "Os médicos da Casa Branca acabaram de anunciar que estou em 'perfeita saúde' e que 'me saí brilhantemente bem', o que significa que respondi a 100% das perguntas corretamente, pela terceira vez consecutiva no meu teste cognitivo", escreveu Trump, em sua rede social Truth Social.
Com informações da Franceinfo