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América Latina

Maduro promete aumento de 'até 45%' no salário mínimo se ganhar eleição

Maduro lembrou que Chávez elevou 'todos os anos, religiosamente, o salário dos trabalhadores' e que em 2012 a alta foi de 32%

9 abr 2013 - 19h43
(atualizado às 20h15)
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Nicolás Maduro se comprometeu a respeitar o resultado das eleições do próximo domingo
Nicolás Maduro se comprometeu a respeitar o resultado das eleições do próximo domingo
Foto: EFE

O presidente interino e candidato nas eleições do próximo domingo na Venezuela, Nicolás Maduro, prometeu nesta terça-feira um aumento de "até 45%" no salário mínimo em caso de vitória. A proposta é similar à formulada por seu adversário, o opositor Henrique Capriles.

"Este ano anuncio um aumento salarial em nome do meu comandante (Hugo) Chávez: no mês de maio vamos dar uma primeira parcela de 20%, em setembro, mais 10%, e no mês de novembro vamos fazer um ajuste de acordo com a inflação, de entre 5% e 10%", disse Maduro em um comício para milhares de trabalhadores em Caracas.

O aumento acumulado será de "até 45%", explicou Maduro, ex-sindicalista e ex-motorista de ônibus. O salário mínimo na Venezuela é atualmente de 2.047 bolívares, equivalente a US$ 325 no câmbio oficial. Maduro lembrou que Chávez elevou "todos os anos, religiosamente, o salário dos trabalhadores" e que em 2012 a alta foi de 32%, acima da inflação, de 20,1%.

Capriles já havia prometido elevar o salário mínimo em cerca de 40% para compensar "a perda de poder aquisitivo" dos venezuelanos após a desvalorização de 32% do bolívar diante do dólar, em fevereiro passado.

Resultado

Maduro e Capriles comprometeram-se a respeitar o resultado das urnas. "Respeitarei os resultados que o povo decidir em 14 de abril", disse Maduro, durante um ato com trabalhadores em Caracas, transmitido pelo canal estatal VTV.

<p>Maduro prometeu aumento de até 45% no salário mínimo em caso de vitória</p>
Maduro prometeu aumento de até 45% no salário mínimo em caso de vitória
Foto: EFE

Ele reiterou que assinará um pacto entre os candidatos, elaborado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), a pedido da campanha governista. "Vou assinar em nome da paz da pátria (...) Vou assinar por respeito ao povo", frisou Maduro.

Já Capriles se recusou a assinar o acordo com o CNE, firmando um outro documento, durante um evento em Cumaná (nordeste). Nele, comprometeu-se a "respeitar e fazer respeitar a vontade soberana" durante as eleições e exigiu que Maduro abandone o uso de recursos e da mídia estatal em sua campanha.

"Exijo do candidato do governo que igualmente se submeta e aceite os desígnios do povo venezuelano e que, nos dias que restam para 14 de abril, desista de continuar utilizando os recursos do Estado e os veículos públicos em favor de sua candidatura", desafiou o líder opositor.

A oposição acusa o CNE de ser parcial em favor da campanha do governo e de não regular o uso dos recursos públicos por parte de Maduro, que assumiu como presidente após a morte de Hugo Chávez, em 5 de março. Capriles denunciou ainda que o comando oficialista teve acesso às senhas das urnas eletrônicas, mas o CNE minimizou a gravidade do ocorrido, garantindo que o sistema eleitoral venezuelano é "transparente e confiável".

Na campanha para a eleição presidencial de outubro passado, na qual Chávez derrotou Capriles por 11 pontos de diferença, os candidatos assinaram um acordo redigido pelo CNE, comprometendo-se a reconhecer os resultados, agir no cumprimento da lei e propiciar um clima de respeito para evitar episódios violentos. Além de Maduro e Capriles, outros cinco candidatos disputarão, no próximo domingo, o voto de quase 19 milhões de venezuelanos.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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