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Congresso do Paraguai aprova uso medicinal da maconha

Medida já foi legalizada no Peru, Chile, Argentina e Colômbia

6 dez 2017
15h43
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O Senado do Paraguai aprovou nesta terça-feira (5) o uso medicinal da maconha e lançou um programa nacional para a pesquisa médica e científica da planta.

Plantação de maconha em Montevidéu, no Uruguai  06/12/2013 REUTERS/Andres Stapff
Plantação de maconha em Montevidéu, no Uruguai 06/12/2013 REUTERS/Andres Stapff
Foto: Reuters

De acordo com o senador Eber Ovelar, autor do projeto, a lei "abre as portas para estudos que permitam obter os benefícios da maconha como medicamento alternativo em casos de epilepsia e esclerose, entre outros".

A medida ainda deverá ser firmada pelo presidente Horacio Cartes. A lei vai permitir que pacientes previamente inscritos tenham acesso gratuito ao óleo de maconha e a todos os derivados da erva, desde que observem as devidas exigências.

"O acesso gratuito sempre foi um clamor dos pais com filhos epiléticos", destacou o senador do Partido Liberal Fernando Silva ao votar a favor da lei. A Direção Nacional de Vigilância Sanitária ficará encarregada da aplicação das medidas de saúde, cabendo à Secretaria Nacional de Combate às Drogas a supervisão das atividades de pesquisa, e à Secretaria Nacional de Qualidade e Saúde Vegetal o controle da produção da maconha.

"Estamos muito felizes pois isso também permitirá a importação de sementes para produção do óleo", disse Roberto Cabanas, vice-presidente da organização medicinal de cannabis do Paraguai. Peru, Chile, Argentina e Colômbia já legalizaram a maconha para uso medicinal. O Uruguai legalizou totalmente a plantação e a venda de maconha para uso indiscriminado. No entanto, o cultivo de maconha para fins recreativos é ilegal no Paraguai. 

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Ansa - Brasil   
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