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América Latina

Caracas acorda sob explosões e Maduro decreta 'emergência' após 'ataque dos EUA'

Segundo as emissoras CBS News e Fox News, forças norte-americanas estão por trás de uma série de ataques que atingiram Caracas na madrugada deste sábado (3), por volta das 2h locais (3h em Brasília). Testemunhas relataram fortes explosões e ruídos de aviões sobre a capital venezuelana, com colunas de fumaça próximas a uma base militar no sul da cidade. As informações foram confirmadas por autoridades do governo Donald Trump, sob anonimato, segundo as duas emissoras norte-americanas.

3 jan 2026 - 05h57
(atualizado às 07h06)
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A Venezuela decretou "estado de emergência nacional" e denunciou uma "agressão militar" dos Estados Unidos após múltiplas explosões ocorridas na capital Caracas e em outras regiões do país na madrugada deste sábado. Um responsável norte-americano, sob anonimato, afirmou à agência Reuters que os Estados Unidos estão realizando ataques dentro do território venezuelano, sem fornecer detalhes.

Imagem do incêndio no Forte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após uma série de explosões em Caracas em 3 de janeiro de 2026. Fortes explosões, acompanhadas por sons semelhantes a sobrevoos de aeronaves, foram ouvidas em Caracas por volta das 2h (hora local, 3h da manhã em Brasília) de 3 de janeiro, relatou um jornalista da AFP. As explosões ocorrem enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deslocou uma força-tarefa naval para o Caribe, levantou a possibilidade de ataques terrestres contra a Venezuela.
Imagem do incêndio no Forte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após uma série de explosões em Caracas em 3 de janeiro de 2026. Fortes explosões, acompanhadas por sons semelhantes a sobrevoos de aeronaves, foram ouvidas em Caracas por volta das 2h (hora local, 3h da manhã em Brasília) de 3 de janeiro, relatou um jornalista da AFP. As explosões ocorrem enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deslocou uma força-tarefa naval para o Caribe, levantou a possibilidade de ataques terrestres contra a Venezuela.
Foto: AFP - LUIS JAIMES / RFI

Testemunhas relataram que explosões sacudiram Caracas na manhã deste sábado, com colunas de fumaça preta e aeronaves visíveis, segundo relatos à Reuters e imagens que circulam nas redes sociais. Uma queda de energia afetou o sul da cidade, nas proximidades de uma importante base militar, segundo moradores.

A Casa Branca e o Pentágono não comentaram os relatos nem as imagens que circulam nas redes sociais mostrando múltiplas explosões em diferentes pontos da cidade.

Maduro denuncia "agressão militar" e decreta estado de exceção

Em comunicado oficial, o governo venezuelano classificou os ataques como uma "grave agressão militar" contra o território e a população do país. Segundo o texto, as explosões atingiram áreas civis e militares em Caracas e nos Estados de Miranda, Aragua e La Guaira. "Essa agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais e coloca em risco a vida de milhões de pessoas", afirma o comunicado.

O presidente Nicolás Maduro declarou que o objetivo dos Estados Unidos seria "tomar os recursos estratégicos do país, especialmente petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".

Maduro convocou todas as forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização e rejeitar o que chamou de "ataque imperialista". Em seguida, assinou o decreto que estabelece estado de exceção em todo o território nacional. "Todo o país deve se mobilizar para vencer essa agressão", concluiu.

Silêncio de Washington e histórico de pressão sobre Caracas

Até o momento, nem a Casa Branca nem o Pentágono comentaram as explosões ou os relatos de aviões sobrevoando Caracas. No entanto, fontes citadas pela CBS News e Fox News confirmam a participação militar norte-americana nos ataques. A jornalista Jennifer Jacob, da CBS, publicou no X (antigo Twitter) que a administração Trump está ciente das explosões na capital venezuelana.

Os Estados Unidos já haviam imposto um bloqueio ao petróleo venezuelano, ampliado sanções econômicas e realizado mais de vinte operações contra embarcações acusadas de tráfico de drogas no Pacífico e no Caribe. Na semana passada, Trump declarou que os EUA haviam "atingido" uma área do território venezuelano onde operavam barcos suspeitos de transportar drogas, marcando a primeira ação terrestre conhecida desde o início da campanha de pressão contra Maduro.

Além disso, Washington reforçou sua presença militar na região com porta-aviões, navios de guerra e caças de última geração posicionados no Caribe. Trump, que prometeu operações terrestres, afirmou recentemente que seria "judicioso" para Maduro deixar o poder.

Repercussão internacional e alerta regional

O presidente colombiano Gustavo Petro, aliado político de Maduro, condenou os ataques e pediu uma reunião imediata da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da ONU para avaliar a legalidade internacional da ação. "Alerta geral, atacaram a Venezuela", escreveu Petro em sua conta no X, acrescentando que os bombardeios seriam "ataques com mísseis" contra Caracas.

Diversos países latino-americanos criticaram as operações norte-americanas, classificando-as como "execuções extrajudiciais". Até agora, não há confirmação oficial sobre vítimas ou danos, mas a tensão cresce com o risco de escalada militar no continente. Analistas alertam para impactos diretos na economia regional, especialmente no preço do petróleo, e para possíveis reflexos diplomáticos no Brasil, que mantém relações comerciais com a Venezuela e depende da estabilidade na fronteira norte.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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