Suméria (atual Iraque/Kuwait) - 2.500 a.C - a primeira guerra que se tem conhecimento que teria sido causada por água aconteceu às margens do Rio Eufrates, região onde fica o atual Iraque. Acredita-se que o rei da cidade- Estado de Lagash, tenha desviado o curso do rio e deixado outra cidade, chamada Umma, sem água, o que teria gerado uma disputa entre as cidades pelo mineral vindo do rio
Tibet - 1950 - em 1950, a China invadiu o Tibet, e, acredita-se que um dos incentivos tenha sido o controle das águas das geleiras do Himalaia. Ainda hoje, projetos para desvio de rios na região geram tensão entre populações locais
Sudão, 1963 - até os dias de hoje A falta de água foi um dos fatores que impulsionaram o conflito que já matou milhões de pessoas na guerra civil entre Sudão e Sudão do Sul. Os pesquisadores da Universidade apontaram a água como um dos principais motivos, estando entre motivações políticas, econômicas e sociais
Turquia - 1998 e 2003 - não foi exatamente uma guerra, mas acredita-se que em 2003 houve uma disputa de bastidores entre forças americanas, curdos e turcos com relação à água do rio Tigres e Eufrates, quando os Estados Unidos invadiram o Iraque. Em 1998, a Síria e a Turquia também teriam passado por forte tensão pelo mesmo motivo
Estados Unidos, 1994 até os dias atuais - há 20 anos os estados do Alabama, Flórida e Geórgia, nos Estados Unidos, disputam os direitos pelas águas que abastecem a região. Já se fala em guerra de água, especialmente depois de 2007, quando uma seca intensificou a tensão
Países da Ásia e a "possível guerra" - A crescente competição pela água pode provocar um conflito em países da região do Pacífico, na Ásia. Alguns líderes regionais já declararam a possibilidade de uma guerra pelas fontes, já que os países passam por uma urbanização vertiginosa, e ainda crescente, juntamente com mudanças climáticas e a poluição. Uma empresa do país está por trás da construção de uma polêmica represa no Rio Mekong, um projeto criticado por dois países afetados, Vietnã e Camboja, que temem os efeitos sobre suas indústria agrícola e pesqueira. Os delegados aprovaram a "Declaração de Chiang Mai", na qual defendem a construção de uma resistência regional para prevenir os desastres naturais, compartilhar os conhecimentos técnicos na gestão dos recursos e colocar a segurança hídrica como destaque na agenda