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Fotógrafo conta história por trás de polêmica "selfie" de Obama

11 dez 2013
11h09
atualizado às 11h19
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O fotógrafo Roberto Schmidt postou nesta quarta-feira no blog de correspondentes da agência AFP o que o levou a fazer a foto do presidente americano, Barack Obama, da premiê dinamarquesa, Helle Thorning-Schmidt, e do premiê britânico, David Cameron, posando para um autorretrato durante o funeral oficial de Nelson Mandela. A imagem explodiu nas redes sociais e gerou grande polêmica, muito por conta da "cara de poucos amigos" de Michelle Obama, primeira-dama americana, na imagem. 

Roberto Schmidt, que usualmente trabalha como correspondente na Índia e no Paquistão, disse que estava localizado a cerca de 150 metros de onde o presidente Obama se sentou após fazer um discurso em homenagem a Mandela no FNB Stadium, conhecido como Soccer City, em Soweto. O fotógrafo diz que, após o "agitado" discurso, decidiu seguir os movimentos do americano, que estava do lado de dignatários, entre eles Cameron e uma mulher que não conseguiu identificar imediatamente, mas depois soube que era a premiê dinamarquesa.

"De repente, ela puxa o seu celular e tira uma foto dela rindo com Cameron e o presidente americano. Eu capturei a cena por reflexo", escreveu no blog. "Ao redor de mim no estádio, sul-africanos dançavam, cantavam e sorriam em homagem ao seu falecido líder. Era mais uma atmosfera de carnaval, nada mórbida. A cerimônia estava rolando por duas horas e duraria pelo menos mais duas. A atmosfera era totalmente relaxada - eu não vi nada de chocante do meu ponto de vista, presidente dos EUA ou não. Nós estamos na África". 

Ele contou que, posteriormente, viu nas redes sociais a reação a expressão incomodada de Michelle Obama na foto. "Fotografias podem mentir. Na realidade, segundos antes a primeira-dama estava brincando com todos ao redor dela, Cameron e Schmidt inclusos. A cara fechada dela foi capturada por sorte". contou o fotógrafo. 

Segundo Roberto Schmidt, os líderes mundiais estava "agindo como seres humanos" e lhe pareceu natural o momento de relaxamento enquanto milhares de pessoas celebravam no estádio.

Ele também demonstrou descontentamento com o fato de os correspondentes da AFP terem produzido mais de 500 imagens da cerimônia e uma imagem "trivial ter eclipsado" todo o trabalho coletivo. "Me deixa um pouco triste que estejamos tão obcecados com as trivialidades do dia a dia ao invés das coisas que realmente importam", disse. 

Mandela morre aos 95 anos
Nelson Mandela morreu na noite de 5 de dezembro. Há meses ele combatia uma infecção pulmonar. Logo após o presidente sul-africano, Jacob Zuma, anunciar oficialmente o falecimento, líderes mundiais prestaram homenagem ao principal líder da luta contra o apartheid na África do Sul. A presidente Dilma Rousseff lembrou Mandela como a principal personalidade do século XX. O americano Barack Obama disse que Mandela "conseguiu mais do que se poderia esperar de qualquer homem".

No dia seguinte, jornais de todo o mundo repercutiram a notícia da morte em suas páginas. Milhares de sul-africanos se reuniram em frente a suas residências, ou em lugares que ele morou, para homenagearem o heroi nacional. No início da tarde, o presidente Zuma confirmou que a programação do funeral de Mandela durará 10 dias. Ele será enterrado em seu vilarejo natal, Qunu, no dia 15 de dezembro. 

<a data-cke-saved-href="http://noticias.terra.com.br/mundo/infograficos/nelson-mandela/iframe.htm" href="http://noticias.terra.com.br/mundo/infograficos/nelson-mandela/iframe.htm">veja o infográfico</a>

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Fonte: Terra
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