Ataque de supostos radicais islâmicos mata 24 no norte da Nigéria
Pelo menos 24 pessoas morreram e outras 36 estão desaparecidas devido a um ataque armado realizado por supostos membros do grupo radical islâmico Boko Haram no estado de Borno, no norte da Nigéria.
O jornal local Thisday informou neste domingo que os civis, que ajudavam a Força de Ação Conjunta (JTF, na sigla em inglês) do exército da Nigéria, foram atacados na noite de sexta-feira perto da cidade de Monguno, a cerca de 160 quilômetros da capital de Borno, Maiduguri.
Segundo o jornal nigeriano, "os jovens 'atentos' (como são conhecidos estes grupos de apoio do exército) eram mais de 100, e estavam em uma missão para capturar alguns terroristas do Boko Haram em seus acampamentos" na região quando sofreram uma emboscada.
Embora a JTF tenha advertido estes grupos de "atentos" para que não entrem em missões deste tipo sem apoio militar por seu elevado risco, os jovens ficaram esperando o reforço em vão até que decidiram ir por conta própria.
Os fundamentalistas - ainda segundo a versão do jornal - "estavam disfarçados de militares, com veículos caracterizados, e por isso fizeram os jovens acreditar que os acampamentos do Boko Haram já tinham sido atacados".
Quando os "atentos" se aproximaram dos postos dos radicais, "os terroristas abriram fogo" e mataram 24 deles.
Desde 16 de maio, a Nigéria realiza uma ofensiva antiterrorista nos estados de Yobe, Borno e Adamawa, no nordeste do país (todos eles sob estado de emergência), após um aumento da atividade criminosa nessa região, onde opera o Boko Haram.
O grupo, cujo nome significa em línguas locais "a educação não-islâmica é pecado", luta para impor a Lei Islâmica ("sharia") no país africano, de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul.
Desde 2009, quando a polícia matou o líder do Boko Haram, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha que causou mais de 3.000 mortes, segundo números do exército nigeriano.