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Mulher que se agarrou a poste durante tragédia em MG emociona o país

Símbolo de resiliência, sobrevivente relata os momentos de terror em Ubá e a dor de ver o namorado e a cadelinha da família serem levados pela enxurrada na Zona da Mata mineira

27 fev 2026 - 11h36
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Em meio à tragédia em MG em decorrência das inundações, uma imagem de resistência absoluta emocionou o país. Edna Almeida Silva, uma empresária de 56 anos residente em Ubá, tornou-se o rosto da sobrevivência após resistir por três horas intermináveis agarrada a um poste enquanto a cidade era engolida pelas águas. O balanço mais recente aponta 68 mortos, o que torna o milagre de Edna um raro e potente símbolo de esperança em um momento de profunda dor.

Edna Silva é a mulher que agarrou a poste que sobreviveu à tragédia em MG
Edna Silva é a mulher que agarrou a poste que sobreviveu à tragédia em MG
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

O drama começou na madrugada da última terça-feira (24), quando a força da enxurrada destruiu as paredes da casa de Edna. Sem saber nadar, ela foi jogada com a força da água, com seu filho e seu namorado. Envolta pela escuridão total, ela foi salva por um poste em meio à correnteza. Um registro em vídeo feito por um vizinho capturou os segundos de angústia que agora simbolizam a resiliência humana diante da fúria da natureza.

Enquanto enfrentava a força da água, Edna viveu perdas irreparáveis sob seus olhos. Em relatos emocionados à imprensa, ela descreveu o desespero de ver uma cadelinha da família ser arrastada pela correnteza sem poder fazer nada. Além do trauma físico, a empresária vive a angústia da espera. Seu namorado, Luciano Franklin Fernandes, de 50 anos, foi levado pelas águas e continua desaparecido. 

Apesar do cenário de destruição, Edna credita sua sobrevivência à fé inabalável. Agarrada a um poste e em sua fé, ela resistiu até ser resgatada, enquanto o filho também conseguia se salvar em outro ponto.

Tragédia em MG: governo federal mobiliza esforços

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, reforçou que a prioridade absoluta do governo federal continua sendo o resgate de vítimas e o amparo total às famílias desabrigadas pelas enchentes.

Durante entrevista à Voz do Brasil, o ministro detalhou as etapas do plano de contingência para a região. "A resposta ao desastre agora é assistir as pessoas, fazer a procura de desaparecidos, salvamento, cuidar de pessoas desabrigadas, desalojadas, trabalhar para o restabelecimento dos serviços públicos e a partir daí a reconstrução dos prejuízos causados", afirmou. Ele ressaltou que, enquanto as buscas continuam em oito frentes de atuação, as equipes já trabalham paralelamente na limpeza urbana e na mobilidade das cidades afetadas.

O governo federal já oficializou o estado de calamidade pública em Juiz de Fora e, de forma sumária, estendeu a medida para Ubá e Matias Barbosa. Essa ação permitiu a liberação imediata de mais de R$ 3 milhões para os primeiros atendimentos e para o início das obras de infraestrutura.

Perfil Brasil
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