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Mulher que matou grávida e roubou bebê do ventre vai a julgamento

Um crime que chocou o país está perto de ter um desfecho, a mulher que matou grávida e roubou bebê do ventre vai a julgamento

23 jul 2025 - 10h10
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Mulher que matou grávida e roubou bebê do ventre vai a julgamento
Mulher que matou grávida e roubou bebê do ventre vai a julgamento
Foto: Reprodução / Contigo

Nataly Helen Martins Pereira será levada a julgamento pelo Tribunal do Júri, acusada de matar a adolescente Emelly Beatriz Azevedo Sena, de 16 anos, em um crime brutal ocorrido em Cuiabá (MT). Segundo o Ministério Público, Nataly atraiu a jovem até sua casa, prometendo doar roupas de bebê. Emelly estava nos últimos dias de gravidez quando foi imobilizada, amarrada, sufocada com sacos plásticos e, em seguida, teve o abdômen aberto para a retirada do bebê ainda vivo. A causa da morte foi choque hemorrágico, e o corpo foi enterrado no quintal da residência da acusada.

A Justiça aceitou a denúncia apresentada pela 27ª Promotoria Criminal da capital, conforme decisão do juiz Francisco Ney Gaíva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá. O magistrado apontou que existem provas consistentes de que Nataly cometeu o crime. Mesmo diante do pedido da defesa para instaurar incidente de insanidade mental, alegando transtornos psicológicos, o juiz negou, por considerar inexistentes evidências clínicas que justificassem o pedido.

Além do feminicídio qualificado, Nataly responderá por outros sete crimes: tentativa de aborto sem consentimento da gestante, ocultação de cadáver, subtração de criança, parto suposto, fraude processual, falsificação de documento particular e uso de documento falso. Após o assassinato, a ré chegou a se apresentar em um hospital alegando ter dado à luz em casa, usando documentos falsificados para sustentar a versão.

O promotor de Justiça Rinaldo Segundo elogiou a postura do juiz ao reconhecer a gravidade do caso: "O magistrado adotou uma interpretação ampla e protetiva às mulheres, reconhecendo que a maternidade é um direito reprodutivo da mulher, negado à vítima Emelly". A motivação do crime, segundo a sentença, reflete uma visão de objetificação da mulher, reforçando o enquadramento como feminicídio com agravantes, por ter ocorrido durante a gravidez, com extrema crueldade e impedimento de defesa da vítima. O caso agora será encaminhado à 1ª Vara Criminal de Cuiabá para julgamento.

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