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Mulher feita refém em SP diz que pensou: 'Eu, com tanta coisa para fazer, parada aqui'

Sandra Regina Monteiro, a mulher que foi feita refém na Avenida Paulista em São Paulo, contou como foram os momentos de tensão na mão da sequestradora

10 dez 2024 - 15h22
(atualizado às 15h28)
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Mulher feita refém em SP diz que pensou: 'Eu, com tanta coisa para fazer, parada aqui'
Mulher feita refém em SP diz que pensou: 'Eu, com tanta coisa para fazer, parada aqui'
Foto: Reprodução/ Globo / Contigo

Na tarde de segunda-feira (9), um sequestro em um ponto de ônibus na Avenida Paulista, em São Paulo, causou tensão entre pedestres e motoristas. Sandra Regina Monteiro, a vítima, estava aguardando o transporte público quando foi abordada por uma mulher, que a ameaçou com uma faca e a segurou de maneira agressiva. A sequestradora a colocou em uma posição vulnerável, com a faca em seu pescoço, e pediu que ela ligasse para a TV Globo. "De repente, senti um peso no meu ombro e uma faca na minha jugular", contou Sandra em entrevista ao Programa Encontro com Patrícia Poeta, da TV Globo.

SANDRA ESTAVA PREOCUPADA COM SEUS AFAZERES

Sandra, que havia acabado de sair de uma aula de pilates e se dirigia para uma consulta de acupuntura, descreveu o momento como angustiante. Em seu relato, ela confessou que, por um momento, pensou em como o ocorrido estava atrapalhando sua rotina. "Eu com tanta coisa para fazer, parada aqui", disse, explicando sua frustração ao ver o ônibus que ela aguardava passar enquanto estava sendo mantida refém. A situação, no entanto, logo se intensificou quando a sequestradora pediu para ela fazer um telefonema para a televisão.

A vítima tentou, então, explicar que não possuía celular, o que fez com que a sequestradora pedisse para as pessoas próximas ao ponto de ônibus ligarem em seu lugar. O que parecia ser um sequestro isolado se transformou em um grande tumulto quando alguns pedestres começaram a simular ligações para a TV Globo, acionando assim a polícia. A Polícia Militar, após chegar ao local, estabeleceu uma negociação com a sequestradora, enquanto a Avenida Paulista foi interditada em ambos os sentidos para evitar complicações.

SANDRA ELOGIOU ATITUDE DOS POLICIAIS

Durante o confronto, Sandra relatou que ficou preocupada com a atitude da sequestradora, que ficou ainda mais agitada quando soube que policiais estavam envolvidos. "Ela dizia que conhecia os policiais e não aceitava negociação nenhuma", contou a refém. No entanto, Sandra manteve sua calma durante toda a situação, confiando em sua fé para suportar a tensão do momento. "Eu estava rezando para Deus, pedindo sabedoria para eles e tranquilidade para mim", afirmou a vítima, que conseguiu se manter serena mesmo diante da ameaça.

Após 40 minutos de negociações, a situação foi resolvida com a intervenção dos policiais, que utilizaram uma arma de choque para imobilizar a sequestradora e libertar Sandra. A mulher foi então levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vergueiro, onde recebeu atendimento médico. A PM também divulgou imagens capturadas pelas câmeras corporais dos policiais, mostrando como a abordagem foi feita de maneira segura e eficaz, sem causar ferimentos graves.

MULHER FEZ OUTRA REFÉM NO MESMO PONTO

Segundo o g1, no boletim de ocorrência, a sequestradora apresentava sinais de confusão mental e informações desconexas durante a ocorrência. Este não foi o primeiro episódio envolvendo a mulher. Em 2018, ela havia feito outra refém no mesmo ponto de ônibus, sendo considerada inimputável pela Justiça, ou seja, não tinha plena capacidade de entender a ilicitude de seus atos. Na época, ela foi absolvida criminalmente, mas recomendou-se o tratamento ambulatorial.

A mulher foi diagnosticada em outubro deste ano como "estável" por uma médica psiquiatra da Prefeitura de São Paulo, mas as autoridades seguem monitorando sua saúde mental. O caso gerou discussões sobre a saúde mental e a necessidade de tratamentos adequados para pessoas que enfrentam transtornos psiquiátricos graves. 

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