Morte de Adriana Araújo: Entenda as causas e os sinais de alerta do aneurisma cerebral
Voz marcante de Belo Horizonte, a sambista de 49 anos faleceu após dois dias de internação; entenda os riscos da condição que atinge especialmente as mulheres
O samba mineiro está em luto com a perda de Adriana Araújo, aos 49 anos. A artista faleceu nesta segunda-feira (2), em Belo Horizonte, após sofrer um aneurisma cerebral no último sábado (28). De acordo com sua assessoria, Adriana chegou a ser internada em estado grave e entrou em coma, mas não resistiu às complicações da doença.
A condição que vitimou a sambista é caracterizada por uma protuberância em um vaso sanguíneo do cérebro, causada pela pressão do sangue em uma área fragilizada da parede arterial. Segundo especialistas, embora seja possível nascer com essa predisposição, diversos fatores de risco contribuem para o enfraquecimento das artérias ao longo da vida, como o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e, principalmente, a pressão alta.
Aneurisma cerebral
É importante esclarecer que o estresse, por si só, não causa a formação de um aneurisma, mas pode ser o gatilho para o seu rompimento. Situações de emoção forte, explosões de raiva ou esforço físico intenso elevam a pressão arterial, o que pode levar à ruptura do vaso. Quando isso ocorre, o sangramento no cérebro configura uma emergência médica gravíssima, muitas vezes fatal.
Os sinais de alerta para um aneurisma rompido incluem uma dor de cabeça súbita e extremamente forte — frequentemente descrita como "a pior dor de cabeça da vida" —, além de náuseas, rigidez na nuca e sensibilidade à luz. O diagnóstico precoce e o controle da hipertensão são as principais formas de prevenção. A condição é mais comum em mulheres e costuma afetar pessoas na faixa etária entre 30 e 60 anos, justamente a fase em que a sambista brilhava nos palcos mineiros.
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