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Miopia cresce entre crianças e jovens, diz especialista

Uso prolongado de telas e redução do tempo ao ar livre estão entre os fatores associados ao aumento dos diagnósticos.

17 abr 2026 - 17h30
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A dificuldade para enxergar à distância, a necessidade frequente de apertar os olhos para ler ou assistir a aulas e as dores de cabeça recorrentes têm sido observadas em idades cada vez mais precoces. O aumento dos casos de miopia no Brasil acompanha uma tendência global, com maior incidência entre crianças, adolescentes e jovens adultos.

Foto: Créditos/Autoria: Shutterstock / DINO

De acordo com os dados da National Library of Medicine, até 2050, mais de 50% da população mundial poderá apresentar miopia. A miopia é um erro refrativo que dificulta a visão de objetos distantes. A condição ocorre quando o globo ocular apresenta maior comprimento axial ou quando há alteração na curvatura da córnea, fazendo com que a imagem se forme antes da retina. Como consequência, a visão à distância torna-se embaçada, podendo haver progressão ao longo dos anos sem acompanhamento adequado.

Segundo Gabriel Gorgone, médico oftalmologista com especialização em córnea e coordenador da Eye Clinic, há uma mudança no perfil dos diagnósticos. "Observamos surgimento mais precoce e progressão mais rápida. O aumento das atividades de perto, como uso prolongado de celular, tablet e computador, associado à redução do tempo ao ar livre, está entre os principais fatores ambientais relacionados a esse cenário", afirma.

O médico ainda informa que crianças com maior exposição a ambientes externos apresentam menor risco de desenvolver miopia ou progressão mais lenta do grau. A exposição à luz natural e o foco em objetos distantes estão associados ao desenvolvimento ocular.

Além do impacto funcional, graus elevados de miopia podem estar relacionados a maior risco de complicações oculares, como descolamento de retina, glaucoma e degeneração macular, o que reforça a necessidade de acompanhamento periódico.

Sinais de alerta

Entre os principais sinais estão dificuldade para enxergar lousas, placas ou legendas à distância, necessidade de aproximar o celular ou o livro do rosto, dores de cabeça frequentes e queda no rendimento escolar ou profissional associada ao esforço visual.

O diagnóstico é realizado por meio de exame oftalmológico completo, com avaliação da acuidade visual e refração. O tratamento envolve correção óptica com óculos ou lentes de contato. Em crianças e adolescentes, podem ser indicadas estratégias para controle da progressão, como colírios específicos, lentes especiais e ajustes comportamentais, conforme avaliação médica.

Para adultos com grau estável, a cirurgia refrativa pode ser considerada mediante indicação clínica. A decisão depende de avaliação oftalmológica e estabilidade do grau.

Entre as medidas preventivas estão o incentivo a atividades ao ar livre na infância, pausas regulares no uso de telas e realização de consultas oftalmológicas periódicas. O diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo contribuem para o monitoramento da progressão e para a saúde ocular.

Website: https://www.amilsaladeimprensa.com.br/

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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