Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Itamaraty: Ataque de Israel mata mãe e filho brasileiros no Líbano

28 fev 2026 - 04h30
(atualizado em 28/4/2026 às 06h33)
Compartilhar
Exibir comentários

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os mortos são uma criança de 11 anos e a mãe dela, ambos brasileiros, e também o pai, um libanês. Acompanhe o conflito.

Negociação mediada pelo Paquistão envolve abertura do Estreito de Ormuz
Negociação mediada pelo Paquistão envolve abertura do Estreito de Ormuz
Foto: DW / Deutsche Welle

Itamaraty: Ataque de Israel mata mãe e filho brasileiros no Líbano

Irã envia aos EUA nova proposta para reabrir Estreito de Ormuz

Casa Branca confirma que Donald Trump recebeu e analisou proposta iraniana

Regime quer discutir programa nuclear só depois do fim da guerra e do bloqueio marítimo americano aos portos iranianos

Em visita à Rússia, chanceler iraniano culpa EUA por fracasso das negociações de paz

Chefe do Hezbollah diz não reconhecer negociações entre Líbano e Israel

O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, diz ver EUA "humilhados" em guerra contra o Irã

Israel anuncia novos ataques contra Hezbollah no Líbano, apesar da trégua

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:

Itamaraty: Ataque de Israel mata mãe e filho brasileiros no Líbano

O governo brasileiro confirmou nesta segunda-feira (27/04) a morte de dois brasileiros no Líbano devido a um ataque israelense, que descreveu como "mais um exemplo" das "reiteradas e inaceitáveis" violações do cessar-fogo de 16 de abril.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os mortos são uma criança de 11 anos e a mãe dela, ambos brasileiros, e também o pai, um libanês. Todos foram "vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel".

Outro filho do casal, igualmente brasileiro, encontra-se hospitalizado, comunicou o Itamaraty, que afirmou que a família estava em casa, no distrito de Bint Jbeil, no sul do Líbano, no momento do bombardeio.

O ministério da Saúde do Líbano comunicou nesta segunda-feira que ataques israelenses realizados naquele dia no sul do país mataram quatro pessoas, incluindo uma mulher, e feriram 51, incluindo três crianças, apesar do cessar-fogo alcançado entre Israel e o Líbano.

De acordo com um levantamento da agência de notícias francesa AFP, com base nos números do Ministério da Saúde, ataques israelenses já mataram ao menos 40 pessoas no Líbano desde o início da frágil trégua.

as (OTS, Lusa, AFP)

Casa Branca confirma que discutiu proposta do Irã para encerrar guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se nesta segunda-feira (27/04) com seus assessores de segurança para analisar uma proposta iraniana que poderia levar à reabertura do Estreito de Ormuz e ao fim da guerra, informou a Casa Branca.

Questionada sobre o plano - que implicaria que tanto o Irã quanto os Estados Unidos suspenderiam seus bloqueios antes de retomar as conversas sobre o programa nuclear de Teerã -, a porta-voz Karoline Leavitt disse em entrevista coletiva na Casa Branca que "a proposta estava sendo discutida".

Ela se recusou a dizer se Trump aceitaria a proposta. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, porém, disse que a posição do Irã sobre Ormuz não atendia às exigências dos Estados Unidos.

gq (AFP)

Superiate ligado a bilionário russo atravessa Ormuz livremente apesar de bloqueio de Irã e EUA

Um superiate ligado ao bilionário russo sancionado Alexei Mordashov atravessou o Estreito de Ormuz no último sábado (25/04), segundo dados de navegação consultados pela agência de notícias Reuters. Trata-se de uma das poucas embarcações a transitar pela rota bloqueada pelo Irã em meio à guerra com os Estados Unidos.

O Nord - um iate de luxo de 142 metros de comprimento, avaliado em mais de 500 milhões de dólares (R$ 2,4 bilhões) - deixou uma marina em Dubai na tarde de sexta-feira, cruzou o estreito na manhã de sábado e chegou a Mascate, Omã, no início do domingo, de acordo com dados da plataforma MarineTraffic.

Não está claro como a embarcação de lazer obteve permissão para usar a rota, que em tese também está sob bloqueio americano. A ação americana veio em resposta à restrição pelo Irã, no início da guerra,do tráfego marítimo pelo estreito, que normalmente responde por cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

Apenas algumas embarcações, principalmente navios mercantes, têm atravessado diariamente a via marítima na entrada do Golfo, enquanto Washington e Teerã mantêm um cessar-fogo instável. Isso representa apenas uma fração da média de 125 a 140 passagens diárias antes do início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro.

Rússia e Irã aumentam cooperação

Rússia e Irã são aliados de longa data e se aproximaram ainda mais nos últimos anos, inclusive por meio de um tratado firmado em 2025 que reforçou a cooperação em inteligência e segurança.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou à Rússia na segunda-feira para se encontrar com o presidente Vladimir Putin, após discussões com mediadores no Paquistão e em Omã no fim de semana.

Mordashov, conhecido por ser próximo de Putin, não figura oficialmente como proprietário do Nord. No entanto, dados de navegação e registros corporativos russos de 2025 mostram que a embarcação foi registrada em nome de uma empresa russa pertencente à sua esposa em 2022. Essa empresa é registrada na cidade russa de Cherepovets, onde também está registrada a siderúrgica Severstal, de Mordashov.

Mordashov esteve entre os russos sancionados pelos Estados Unidos e pela União Europeia após a invasão da Ucrânia pela Rússia, por seus vínculos com Putin.

Um dos maiores iates do mundo, o Nord tem 20 suítes, piscina, heliponto e um submarino, segundo a publicação especializada Superyacht Times.

gq/ra (Reuters)

Netanyahu adia novamente depoimento em julgamento por corrupção

O depoimento do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no julgamento por corrupção foi novamente adiado por motivos de segurança, noticiou a imprensa de Israel nesta segunda-feira.

O depoimento, que estava previsto para ser retomado após um adiamento relacionado com a guerra de Israel contra o Irã, foi suspenso uma hora antes do início, devido a "preocupações de segurança" alegadas pelo advogado, Amit Hadad.

De acordo com os meios de comunicação israelenses Canal 12 e Ynet, que citaram o advogado de Netanyahu, não foi ainda anunciada a nova data para a continuação do julgamento do primeiro-ministro.

Netanyahu solicitou formalmente um indulto ao presidente israelense, Isaac Herzog, em 30 de novembro do ano passado.

No domingo, Herzog afirmou que não vai analisar o pedido até que as tentativas de chegar a um acordo extrajudicial com a acusação se esgotem.

Antes da guerra com o Irã, Netanyahu comparecia em tribunal três vezes por semana para o julgamento dos casos de alegada corrupção em que está envolvido, o qual ele tenta adiar desde o seu início em 2024, alegando repetidamente ter reuniões diplomáticas de alto nível para participar ou questões a resolver relacionadas à ofensiva de suas tropas em Gaza, o que resultou em diversas ausências do tribunal.

Benjamin Netanyahu enfrenta três processos judiciais: dois casos por fraude e abuso de confiança, e um caso de corrupção considerado grave.

Este último relaciona-se com alegados favores concedidos pelo primeiro-ministro, quando ainda era ministro das Comunicações, ao empresário Shaul Elovich, que controlava a empresa de telecomunicações Bezeq e o portal Walla News, em troca de uma cobertura midiática favorável.

md (Lusa, AFP, EFE, DPA)

Israel anuncia novos ataques contra Hezbollah no Líbano, apesar da trégua

As Forças Armadas israelenses afirmaram que estão novamente bombardeando alvos do Hezbollah no Líbano, apesar de um cessar-fogo formalmente vigente.

Os militares israelenses informaram ter atacado infraestruturas no sul do Líbano e no leste do Vale do Bekaa — área que não havia sido alvo de ataques desde o início do cessar-fogo.

Fontes de segurança libanesas relataram intensos ataques aéreos contra locais considerados redutos do Hezbollah, sem relatos imediatos de vítimas.

Segundo essas fontes, também houve intensos ataques aéreos da Força Aérea Israelense em diversas localidades no sul do país.

Pelos termos do cessar-fogo, Israel pode se defender de ataques planejados, iminentes ou em curso, mas deve se abster de operações "ofensivas" contra alvos no país.

md/ra (DPA, Reuters)

Merz diz que os EUA estão "humilhados" em guerra contra o Irã

O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, afirmou nesta segunda-feira que os Estados Unidos estão sendo "humilhados" em sua guerra contra o Irã.

"Os americanos claramente não têm estratégia", declarou ele em evento na cidade de Marsberg, no oeste da Alemanha. "No momento, não vejo qual caminho estratégico os americanos escolherão, especialmente porque os iranianos estão negociando com muita habilidade - ou melhor, evitando negociar com muita habilidade." Ele acrescentou que "uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, especialmente pela chamada Guarda Revolucionária".

Merz reiterou que nem os alemães nem os europeus foram consultados no início dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. Ele já havia expressado seu ceticismo diretamente ao presidente dos EUA, Donald Trump, em duas ocasiões. "Se eu soubesse que a situação continuaria assim por cinco ou seis semanas, piorando progressivamente, teria lhe dito isso com ainda mais veemência."

Ele acrescentou que, "como sabemos de guerras passadas, como as do Afeganistão e do Iraque, o problema sempre reside em como encerrar os conflitos". Portanto, a guerra contra o Irã foi, segundo ele, uma decisão equivocada. "Nesse sentido, espero que termine o mais rápido possível."

No entanto, Merz disse que não vê isso acontecendo tão cedo, "porque os iranianos são obviamente mais fortes do que o esperado, e os americanos claramente não têm uma estratégia realmente convincente nas negociações".

O chanceler falou de uma "situação bastante complicada" que está custando muito dinheiro à Alemanha e causando dificuldades econômicas. "Esta guerra contra o Irã tem um impacto direto em nossa produção econômica e, portanto, deve terminar o mais rápido possível", afirmou. A Alemanha e outros países europeus ofereceram assistência para o período posterior ao cessar-fogo.

leia mais

md (Reuters, DPA)

Chefe do Hezbollah diz não reconhecer negociações entre Líbano e Israel

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou nesta segunda-feira que o grupo xiita libanês não reconhecerá as negociações diretas entre Líbano e Israel nem seus "resultados", ao mesmo tempo em que reiterou sua recusa em depor as armas, o principal objetivo israelense nas conversas de paz.

"Que fique claro: para nós, essas negociações diretas e seus resultados são como se nunca tivessem existido, e não nos importamos nem um pouco com elas. Continuaremos nossa resistência protetora em defesa do Líbano e de seu povo", declarou o clérigo xiita em comunicado.

"Não renunciaremos às nossas armas nem à nossa defesa", ressaltou, enquanto o governo libanês participa de um diálogo mediado por Washington e sem a participação do Hezbollah, apesar de ser a principal parte contendente do lado libanês.

Prorrogação da trégua

Até o momento, ambos os países realizaram duas reuniões em nível de embaixadores para estabelecer um cessar-fogo inicial de dez dias e, posteriormente, para prorrogá-lo por mais três semanas, até meados de maio, embora a medida esteja sendo violada diariamente com ataques de ambos os lados.

O Estado judeu busca, em última instância, o desarmamento do Hezbollah, enquanto o Líbano espera a retirada das tropas israelenses presentes no sul do país para avançar nas negociações com uma delegação de nível mais alto.

Qassem considerou que iniciar um diálogo com Israel representa uma "concessão gratuita, humilhante e desnecessária" e alertou que o Líbano não obterá nada "em troca".

"Rejeitamos categoricamente qualquer negociação direta, e que aqueles que detêm o poder saibam que seus atos não beneficiarão nem o Líbano nem a eles próprios. O que o inimigo israelo-americano quer deles não está em suas mãos", denunciou o secretário-geral.

Segundo o clérigo, o Estado deveria iniciar conversas "indiretas" com as autoridades israelenses, assim como uma iniciativa de diálogo interno entre os atores libaneses para chegar a um consenso sobre um roteiro que coloque em primeiro plano os interesses da nação.

O líder do movimento político e armado também pediu ao governo libanês que revogue sua decisão de ilegalizar as atividades militares do Hezbollah, medida aprovada no início da guerra, há dois meses, em resposta ao ataque contra Israel que desencadeou a violência.

O Conselho de Ministros do Líbano já havia encarregado o Exército de desarmar o grupo xiita em meados do ano passado, mas o processo avançou lentamente fora da faixa fronteiriça, onde o Hezbollah cessou voluntariamente suas atividades armadas.

md (EFE, ots)

Irã vê avanços e admite continuidade de negociações com EUA

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta segunda-feira que a visita deste fim de semana a Islamabad foi "muito boa" e que foram revisadas as "condições específicas" sob as quais "as negociações entre Irã e Estados Unidos podem continuar".

Segundo a agência de notícias iraniana IRNA, o chefe da diplomacia persa, que já se encontra em São Petersburgo, disse que as condições de Teerã para as negociações "são muito importantes".

Araghchi, que chegou à Rússia após passar por Omã e Paquistão neste fim de semana, afirmou também que "a reunião desta segunda-feira (com o presidente russo, Vladimir Putin) será uma boa oportunidade para discutir a evolução da guerra e revisar a situação atual".

A Rússia é, ao lado da China, um dos principais aliados do Irã.

O chefe da diplomacia iraniana deixou Islamabad no sábado, após uma longa jornada de reuniões com altas autoridades militares e civis paquistanesas, sem aguardar a chegada dos enviados do governo dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner, que inicialmente haviam anunciado sua viagem à capital do Paquistão para aquele dia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no último sábado que representantes iranianos fizeram uma nova oferta de negociação apenas dez minutos após ele ordenar o cancelamento da viagem de seus enviados especiais a Islamabad para dialogar com Teerã.

Segundo o portal Axios, o Irã apresentou aos Estados Unidos uma nova proposta de negociação para reabrir o Estreito de Ormuz e pôr fim à guerra, enquanto adia as negociações sobre o programa nuclear de Teerã para um momento posterior.

A oferta propõe que o cessar-fogo se estenderia por um longo período ou que ambas as partes concordariam com o fim definitivo da guerra e que as negociações nucleares começariam posteriormente, uma vez aberto o estreito e encerrado o bloqueio implementado por Washington sobre todos os navios que tentam chegar ou sair dos portos iranianos, segundo o Axios.

Em entrevista concedida à Fox News, Trump deu a entender que quer continuar com o bloqueio naval que está asfixiando as exportações de petróleo do Irã, na esperança de que isso obrigue Teerã a ceder nas próximas semanas.

md (EFE, ots)

Em visita à Rússia, chanceler iraniano culpa EUA por fracasso das negociações de paz

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, culpou Washington nesta segunda-feira pelo fracasso das negociações de paz, após desembarcar na Rússia como parte de uma intensa agenda diplomática, com as negociações diretas entre as partes em guerra aparentemente num impasse.

Araghchi fez as declarações em São Petersburgo, onde tem encontro agendado com o presidente russo, Vladimir Putin, depois de ter intercalado uma viagem a Omã entre visitas ao principal mediador, o Paquistão, nos últimos dias.

Islamabad sediou a primeira e única rodada de negociações fracassadas entre Washington e Teerã, e a visita de Araghchi havia alimentado esperanças de novas conversas no fim de semana, até que o presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou uma viagem planejada de seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner.

"As abordagens dos Estados Unidos fizeram com que a rodada anterior de negociações, apesar dos avanços, não atingisse seus objetivos por causa das exigências excessivas", disse Araghchi nesta segunda-feira.

Depois de cancelar a viagem de seus emissários, Trump disse à Fox News que, se o Irã quisesse conversar, "eles podem vir até nós, ou podem nos ligar", embora tenha afirmado que o cancelamento não sinaliza um retorno às hostilidades.

Em um sinal de que esforços indiretos continuavam, a agência de notícias Fars informou que o Irã havia enviado "mensagens escritas" aos americanos por meio do Paquistão, detalhando linhas vermelhas, incluindo questões nucleares e o Estreito de Hormuz.

A agência Fars afirmou, no entanto, que as mensagens não faziam parte de negociações formais.

O veículo de mídia americano Axios, citando um funcionário dos EUA e outras duas fontes com conhecimento do assunto, informou no domingo que o Irã havia enviado uma nova proposta para encerrar a guerra, centrada na reabertura do Estreito de Hormuz e no fim de um bloqueio naval americano naquela região, com as negociações nucleares adiadas para uma etapa posterior.

A agência estatal iraniana Irna citou a reportagem sem negá-la.

Putin oferece apoio ao Irã

Durante o encontro com Araghchi, o presidente russo ofereceu apoio ao Irã e afirmou que Moscou fará o que considerar estar no interesse de Teerã, segundo a agência estatal russa.

"Da nossa parte, faremos tudo o que for do interesse de vocês, do interesse de todos os povos da região, para que a paz possa ser alcançada o mais rápido possível", afirmou Putin.

md (AFP, AP)

Irã apresentou aos EUA proposta para reabrir o Estreito de Ormuz

Irã apresentou uma proposta aos Estados Unidos para reabrir o bloqueio do Estreito de Ormuz e dar fim à guerra, deixando, entretanto, o programa nuclear de Teerã para ser abordado em futuras negociações.

A informação foi divulgada primeiramente pelo portal de notícias americano Axios e confirmada nesta segunda-feira (27/04) por dois funcionários regionais com conhecimento da proposta à agência de notícias Associated Press.

O Irã também quer que os EUA encerrem o bloqueio ao país como parte de sua proposta para discutir as negociações a portas fechadas, disseram os dois funcionários, que falaram sob condição de anonimato.

É provável que a nova proposta, repassada aos Estados Unidos pelo Paquistão, não venha a ser aceita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que quer encerrar o programa atômico do Irã como parte de um acordo geral para reabrir o Estreito de Ormuz e tornar o cessar-fogo permanente.

"Temos todas as cartas na manga. Se eles quiserem conversar, podem vir até nós ou podem nos ligar", disse Trump neste domingo em entrevista ao canal de televisão Fox News.

md (AP, AFP)

Israel e Hezbollah se acusam de violar o cessar-fogo

Israel e o Hezbollah trocaram acusações neste domingo (26/04) sobre violações do cessar-fogo no Líbano.

"As violações do Hezbollah estão, na prática, desmantelando o cessar-fogo", disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante sua reunião semanal de gabinete. "Estamos agindo vigorosamente de acordo com os entendimentos acordados com os Estados Unidos e também com o Líbano."

Mais cedo, as Forças Armadas de Israel emitiram ordens de evacuação para moradores de sete vilarejos no sul do Líbano, prometendo "ação decisiva" após o que classificaram como violações do cessar-fogo pelo Hezbollah.

Aviões de guerra israelenses lançaram um ataque contra Kfar Tibnit, provocando vítimas, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano. A cidade fica ao norte do rio Litani, ou seja, para além do limite da "zona de segurança" estabelecida por Israel no sul do país.

O Exército de Israel afirmou ainda que realizou "ataques de artilharia e aéreos contra terroristas e locais de infraestrutura militar" usados pelo Hezbollah "ao norte da linha de defesa avançada" — a chamada Linha Azul.

Outro ataque israelense atingiu o vilarejo de Zawtar al-Sharqiyah destruiu uma mesquita e outro prédio religioso, segundo a agência.

Também foram registrados bombardeios em vários vilarejos da fronteira, de acordo com informações da agência.

Pouco depois das declarações de Netanyahu, os militares disseram ter interceptado três drones que seguiam em direção ao território israelense.

Hezbollah acusa violações; soldado israelense morre

Já o Hezbollah divulgou vários comunicados neste domingo afirmando que seus combatentes atacaram tropas e posições israelenses em resposta a violações do cessar-fogo por parte de Israel.

"As contínuas violações do cessar-fogo pelo inimigo e, sobretudo, sua contínua ocupação de território libanês e as violações da soberania do país serão enfrentadas com uma resposta e com a resistência para defender nossa terra e nosso povo", afirmou o grupo em comunicado.

O Exército de Israel informou na noite de domingo que um de seus soldados foi morto "durante combates" no sul do Líbano e que outros seis ficaram feridos, quatro deles em estado grave.

O Ministério da Saúde do Líbano elevou para 2.509 mortos e 7.755 feridos o número de vítimas dos ataques israelenses desde o início da guerra, em 2 de março.

A força de paz da ONU, a UNIFIL, informou que realizou um memorial em Beirute para um soldado indonésio que integrava a missão e morreu na sexta-feira, após ter sido ferido em uma explosão no sul do Líbano no mês passado.

Uma investigação preliminar da ONU concluiu que um projétil disparado por um tanque israelense causou a explosão.

gq (AFP)

Chanceler do Irã discute Ormuz com sultão de Omã

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se reuniu neste domingo (26/04) com o sultão do Omã, Haitham bin Tariq.

Os dois discutiram a passagem de navios no Estreito de Ormuz, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Irã. Aragchi agradeceu a Omã por sua "abordagem responsável ao auxiliar processos diplomáticos".

As negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã vinham sendo facilitadas por Omã até que os EUA e Israel declararam guerra ao Irã no fim de fevereiro. O ministro das Relações Exteriores de Omã, que também esteve na reunião de domingo, continuou a defender o diálogo.

Araghchi também pediu que os países da região do Golfo busquem uma segurança coletiva "livre de intervenção dos EUA". Anteriormente, Teerã chegou a defender uma cobrança de "pedágio" para o tráfego em Ormuz, com lucros compartilhados com Omã.

gq (DW)

Emissário do Irã volta ao Paquistão com demandas antes de encontrar Putin na Rússia

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, voltou ao Paquistão neste domingo (26/04), em meio às tentativas de retomar as negociações para um cessar-fogo entre Teerã e Washington.

Araghchi havia deixado Islamabad no fim da noite de sábado, antes que pudesse se encontrar com representantes americanos, descartando conversas diretas. O gesto gerou confusão sobre o rumo das negociações de paz.

Na sexta-feira, a Casa Branca anunciou que enviaria os emissários Steve Witkoff e Jared Kushner à capital do Paquistão. Mas, pouco depois da notícia da saída de Araghchi, o presidente Donald Trump afirmou que havia cancelado a missão por falta de progresso com o Irã.

O que o Irã quer

Neste domingo, Araghchi decidiu retornar à capital do Paquistão antes de seguir para um encontro com Vladimir Putin na Rússia na segunda-feira, informou a mídia estatal iraniana.

O ministro estava em Omã, que anteriormente mediou negociações e fica do outro lado do Estreito de Ormuz, hidrovia cujo bloqueio desde o início da guerra tem golpeado seriamente a economia global.

O Irã quer convencer o Omã a apoiar um mecanismo para cobrar pedágios de embarcações que transitam pelo estreito, por onde passa um quinto do petróleo mundial em tempos de paz, informou uma fonte governamental à agência de notícias AP. E insiste no fim do bloqueio americano ao tráfego de navios iranianos por Ormuz como condição para uma nova rodada de negociações com os americanos.

Dentre as exigências de Teerã também estão o pagamento de indenizações de guerra e garantias de que o regime não será alvo de novos ataques militares, informou a agência Tasnim. Mas, diferentemente do que sugeriu Trump no sábado, o Irã não estaria disposto a negociar sobre seu programa nuclear.

Dois funcionários paquistaneses, falando sob condição de anonimato, não disseram quando os americanos poderiam retornar à região para dar seguimento às conversas presenciais realizadas no início deste mês.

Atualmente, está em vigor um cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã. A trégua foi prorrogada por Trump na semana passada por tempo indeterminado, mas um acordo permanente ainda não foi alcançado.

ra (AP, dpa)

Israel lança novos ataques contra o Líbano

A mídia estatal libanesa informou neste sábado (25/04) que uma série de novos ataques israelenses atingiram quatro localidades no sul do Líbano, após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenar que as forças armadas atacassem o Hezbollah diante de supostas violações do cessar-fogo.

A Agência Nacional de Notícias relatou dois ataques em uma cidade do distrito de Bint Jbeil, outro bombardeio atingiu o distrito de Tiro. Explosões também foram registradas em mais duas cidades no distrito de Nabatieh.

O Exército israelense afirmou, em comunicado, que "atingiu infraestrutura terrorista do Hezbollah usada para fins militares em todo o sul do Líbano" e que "continuará a operar de forma decisiva contra ameaças".

Os ataques continuam apesar do cessar-fogo anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

gq (AFP)

Alemanha envia navios ao Mediterrâneo para futura missão em Ormuz

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, disse ao jornal alemão Rheinische Post que, "para ganhar tempo", navios da Marinha alemã serão deslocados para o Mar Mediterrâneo, de modo que possam se juntar a uma missão internacional para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz quando chegar o momento.

"Um envio ao [Estreito de Ormuz] só é possível quando tivermos um mandato do Parlamento alemão", afirmou ao jornal. "Para ganhar tempo, decidimos enviar algumas das unidades ao Mediterrâneo antes do previsto, para não perder nenhum tempo assim que tivermos o mandato".

Ele observou que o governo adotou um curso de ação semelhante antes da missão Aspides da União Europeia no Mar Vermelho, iniciada em fevereiro de 2024 em resposta a ataques houthis.

"Isso acelerou substancialmente o início do envio", disse Pistorius.

Sem indicar quando o deslocamento ocorreria, afirmou que um caça-minas e um navio de apoio seriam enviados, com a redução de missões em outras áreas, em acordo com parceiros.

Mais tarde, no sábado, uma porta-voz do Ministério da Defesa disse à agência de notícias dpa que a Marinha alemã planeja deslocar, nos próximos dias, o navio caça-minas Fulda.

"Isso constitui um pré-posicionamento em preparação para uma possível participação da Bundeswehr em uma missão multinacional para garantir a segurança do Estreito de Ormuz", afirmou.

Ormuz permanece fechado

O Irã bloqueou o tráfego que passa pelo estreito em resposta a ataques dos Estados Unidos e de Israel iniciados em 28 de fevereiro. Apesar de um cessar-fogo, Teerã manteve a via marítima estratégica fechada devido a umbloqueio dos EUA aos portos iranianos.

Cerca de um quinto do petróleo e do gás do mundo passa pelo estreito, e o fechamento por quase dois meses teve impactos significativos sobre economias em todo o mundo.

A Alemanha, assim como outros aliados da Otan, irritou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao se recusar a entrar na guerra, mas prometeu ajudar a garantir a navegação pelo estreito com apoio de caça a minas e reconhecimento.

gq (dpa, DW)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
Compartilhar
TAGS

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra