Mesmo com derrota, Milei quer feriado em homenagem à seleção argentina
Presidente argentino comunicou intenção após a conquista do título pela Espanha
Após a derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa, o presidente argentino, Javier Milei, anunciou no domingo (19/07) que pretende decretar um feriado nacional para que os torcedores do país possam comemorar com os jogadores.
"Diante do interesse em relação às celebrações pela conquista da seleção argentina, informo ao público que, dependendo do dia em que os jogadores e a comissão técnica decidirem comemorar, esse dia será declarado feriado nacional", escreveu Milei em sua conta na rede X, cerca de duas horas após a derrota da Argentina por 1 a 0 frente aos espanhóis.
Antes do anúncio, Milei também publicou uma mensagem agradecendo aos jogadores. "Muito obrigado, Jogadores...!!! Até o final com as botas calçadas. Argentina sempre no topo", escreveu também na rede X.
O anúncio do feriado gerou piadas na rede, com alguns usuários levantando a possibilidade de a mensagem ter sido programada de antemão e ter ficado desatualizada diante do resultado da partida. No entanto, segundo o jornal argentino Clarín, a expectativa é que a celebração ocorra na terça-feira, após o retorno da seleção ao país.
A previsão é que a equipe vice-campeã comandada por Lionel Scaloni chegue na tarde de segunda-feira a Buenos Aires.
Um assessor presidencial de Milei, Santiago Caputo, também sinalizou o interesse do Poder Executivo em manter celebrações para a seleção nacional. "Quem fala mal da seleção é antiargentino. Amanhã, todos devem vestir a camisa", publicou ele em sua conta no X.
O governo já ordenou a remoção das pedras em homenagem às vítimas da Covid — que haviam sido colocadas na Plaza de Mayo — em antecipação a uma possível concentração de torcedores que viriam saudar as estrelas da seleção.
No domingo, após a partida em que a Espanha se sagrou campeã graças a um gol de Ferran Torres na prorrogação, dezenas de milhares de argentinos foram às ruas em todo o país para demonstrar apoio e gratidão à equipe por ter chegado à final e ficado tão perto de conquistar o bicampeonato.
No entanto, também foram registradas brigas em Buenos Aires e 15 pessoas foram detidas. também foram registrados incidentes no vizinho Brasil, com torcedores se envolvendo em confusões no Rio de Janeiro e algumas cidades de Santa Catarina.
Dias antes, Milei havia oferecido a Casa Rosada — sede do governo argentino — como local para a equipe celebrar na sacada presidencial, caso conquistassem o título mundial.
O presidente também informou que a Secretaria-Geral da Presidência, liderada por Karina Milei, e a Casa Militar trabalhavam em uma operação para viabilizar as celebrações, enquanto o Ministério da Segurança e as forças federais começavam a elaborar um plano de segurança especial para o eventual retorno da delegação.
Como parte desses preparativos, a Associação de Futebol Argentino (AFA) anunciou no sábado a suspensão de todas as partidas agendadas para segunda e terça-feira nas diversas divisões do futebol argentino, priorizando o retorno da seleção nacional.
Há quatro anos, após a vitória na Copa do Mundo de 2022, no Catar, quase cinco milhões de pessoas foram às ruas de Buenos Aires e arredores para dar as boas-vindas à seleção. A multidão acabou forçando o cancelamento do desfile em carro aberto planejado, e os jogadores completaram o trajeto a bordo de helicópteros que sobrevoaram o centro da capital argentina.
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Jps (EFE, ots)
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