MakeValue leva palestra sobre tesouraria ao CFO Insights
A MakeValue participa do CFO Insights | AI Edition 2026, em São Paulo, com palestra sobre maturidade da tesouraria corporativa; Rodrigo Ferreira, CEO e sócio da MakeValue Invest, explica por que ter um ERP não significa ter uma tesouraria automatizada.
A MakeValue participará do CFO Insights 2026, em São Paulo, com a palestra "Muito além do ERP: o Framework de Maturidade da Tesouraria", liderada pelos executivos Rodrigo Ferreira e Mayara Sekertzis. A apresentação abordará a evolução da tesouraria de setor operacional para núcleo estratégico, destacando os desafios da falta de integração via APIs, o uso excessivo de planilhas e a importância de alinhar a visão do CFO à operação técnica por meio de automação e dados em tempo real.
A MakeValue, empresa de tecnologia especializada em soluções financeiras corporativas, participará do CFO Insights | AI Edition 2026, evento que reúne CFOs, diretores financeiros e executivos da área de gestão para debater tendências, tecnologia e estratégia. O encontro acontece nos dias 22 e 23 de setembro, no espaço Vibra São Paulo, e deve reunir cerca de 1.500 participantes ao longo de dois dias de programação.
No segundo dia do evento, a MakeValue Invest apresenta a palestra "Muito além do ERP: o Framework de Maturidade da Tesouraria", conduzida por Rodrigo Ferreira, CEO e sócio da MakeValue Invest, e Mayara Ranni Sekertzis Ferreira, diretora de Produtos da companhia. A apresentação propõe uma reflexão direta aos líderes financeiros: ter um ERP significa, de fato, ter uma tesouraria automatizada e madura?
Segundo Rodrigo Ferreira, o mercado de gestão financeira corporativa vive uma mudança de mentalidade em relação ao papel da tesouraria. "A tesouraria deixou de ser vista como uma área puramente operacional, de 'fechamento de caixa', para se tornar um centro estratégico de geração de valor. O paradoxo é justamente esse: muitas empresas investem em sistemas de gestão, mas continuam operando a tesouraria em planilhas ou de forma não integrada, com processos manuais e pouca visibilidade sobre o caixa em tempo real", afirma.
Para o executivo, esses gargalos que antes passavam despercebidos tendem a custar caro à medida que a empresa cresce, seja em eficiência, seja em oportunidades de captura de margem perdidas.
A MakeValue atua no desenvolvimento de soluções de Treasury e Bank voltadas à performance financeira das empresas, com foco em integração tecnológica e aderência a processos de compliance. A companhia se destacou no Brasil ao integrar APIs bancárias diretamente a sistemas de gestão empresarial (ERPs), substituindo a comunicação bancária tradicional baseada em arquivos por conectividade em tempo real entre sistemas e bancos. Em 2026, a empresa recebeu o Prêmio de Inovação da SIBS Portugal, país onde também mantém uma sede.
Distância entre CFO e operação
Um dos pontos que a palestra deve abordar é o descompasso entre a visão estratégica do CFO e a rotina da equipe técnica de tesouraria. "O CFO enxerga a tesouraria pelo resultado, liquidez, risco, custo de capital, enquanto a equipe técnica lida com a operação do dia a dia: conciliações, integrações bancárias, pagamentos, controles. Quando essas duas visões não conversam por meio de um sistema comum, a empresa perde tempo traduzindo informação entre áreas, e isso gera atraso na tomada de decisão", explica Ferreira.
Segundo ele, cada ciclo de crescimento da empresa aumenta a complexidade financeira, com mais contas, bancos, moedas e entidades envolvidas, o que pode transformar a tesouraria em gargalo caso não haja uma base tecnológica sólida.
Ferreira também aponta tendências que devem orientar o setor nos próximos anos, entre elas a consolidação da tesouraria como função orientada a dados, a integração nativa entre bancos, ERPs e plataformas de pagamento via APIs abertas, e a adoção de frameworks estruturados para avaliar a maturidade real de cada operação.
"A maturidade como jornada, não como destino: cada vez mais empresas vão adotar frameworks estruturados para avaliar onde estão e para onde precisam ir, em vez de comprar tecnologia de forma isolada sem entender o estágio real de maturidade da sua operação", diz.
Sobre o papel da automação e do compliance nesse cenário, o executivo destaca que os dois temas costumam ser vistos apenas como custo ou obrigação, mas funcionam como geradores de valor quando bem estruturados.
"A automação elimina retrabalho, reduz erros em conciliações e pagamentos e libera a equipe para atuar de forma mais analítica e estratégica. Já o compliance bem estruturado, com controles e trilhas de auditoria automatizadas, não só reduz risco, mas também dá à empresa mais confiança para negociar com bancos, investidores e parceiros", pontua.
Para Ferreira, a proposta da palestra não é indicar qual tecnologia comprar, mas convidar os CFOs a diagnosticar a própria maturidade de tesouraria antes de investir em novas soluções. "Muitas vezes o problema não está na falta de sistemas, mas na falta de integração e visão sobre os dados que já existem", avalia, acrescentando que a expectativa é que o público saia da apresentação com um olhar mais claro sobre os gargalos invisíveis da própria operação financeira.
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