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Maia quer PEC para organizar militares da ativa no governo

Para o presidente da Câmara, é prudente esperar para discutir a proposta, já que no momento 'muitos militares exercem função de ministro'

23 jul 2020
21h47
atualizado às 21h57
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Presidente da Câmara, Rodrigo Maia
08/04/2019
REUTERS/Adriano Machado
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia 08/04/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira, 23, acreditar que no futuro será necessário aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição para organizar a participação de militares no Poder Executivo.

"Essa questão de militares na ativa estarem no Poder Executivo em funções gratificadas isso a gente vai ter que organizar melhor no futuro. Quem quiser vir no futuro para o governo, vem, mas vai precisar, sem dúvidas nenhuma, caminhar automaticamente para a reserva", afirmou o parlamentar, em entrevista à revista Época.

Desde o início do governo Jair Bolsonaro, o número de militares que ocupam cargos civis no governo federal mais do que dobrou, de acordo com um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo relatório divulgado dia 17, a quantidade de militares - tanto da ativa quanto da reserva - passou de 2.765, em 2018, para 6.157, em 2020.

Segundo Maia, como muitos miltares exercem função de ministro, é mais prudente esperar para fazer a discussão sobre a PEC.

"É bom que a gente construa. Não para agora, para não parecer que é contra o ministro A ou ministro B, ou assessor A ou assessor B, mas um pouquinho mais na frente acho que a gente vai ter que aprovar uma PEC para que quem vier para o mundo civil não possa estar na ativa. Não é bom. Não é bom para as Forças Armadas, não é bom para o Brasil."

 

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