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AIE irá liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas

Medida visa contornar crise energética causada por guerra no Oriente Médio

11 mar 2026 - 12h11
(atualizado às 12h56)
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A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou nesta quarta-feira (11) a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para lidar com o bloqueio no setor causado pela guerra no Oriente Médio.

Ataques no Estreito de Ormuz têm sido frequentes desde início da guerra, em 28 de fevereiro
Ataques no Estreito de Ormuz têm sido frequentes desde início da guerra, em 28 de fevereiro
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A decisão foi tomada por unanimidade por seus 32 países-membros, representando um volume recorde ao superar os 182 milhões de barris liberados após a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.

"A AIE continuará monitorando de perto os mercados globais de petróleo e gás e seguirá fornecendo recomendações aos governos-membros, conforme necessário", afirmou o diretor-executivo da agência, Fatih Birol.

Ele definiu a medida como "uma ação de grande alcance, destinada a mitigar os efeitos imediatos das perturbações no mercado".

"Mas sejamos claros: o elemento mais importante para o retorno a fluxos estáveis de petróleo e gás é a retomada do trânsito pelo Estreito de Ormuz", enfatizou Birol, reforçando que os atuais "desafios enfrentados pelo setor petrolífero são sem precedentes".

A AIE observou ainda que o conflito no Irã "prejudicou severamente" o tráfego de matéria-prima pelo Estreito de Ormuz, com os volumes de exportação de petróleo bruto e derivados caindo para menos de 10% dos níveis pré-conflito.

Em 2025, uma média de 20 milhões de barris por dia de petróleo e derivados foram transportados pelo estreito, o equivalente a cerca de 25% do comércio marítimo global dessa fonte em estado bruto.

Os países-membros da AIE detêm, coletivamente, mais de 1,2 bilhão de barris de reservas estratégicas, além de outros 600 milhões de estoques industriais mantidos sob mandato governamental.

A decisão de hoje é a sexta operação do tipo na história da agência, fundada em 1974: ações coletivas do gênero foram adotadas em 1991, 2005, 2011 e duas vezes em 2022. 

Ansa - Brasil
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