Magalu entra no delivery de comida e lança serviço em mais de 400 cidades
Nova aposta reúne restaurantes, mercado e farmácias dentro do aplicativo da varejista e começa pelo interior do país
O Magazine Luiza lançou o Magalu Delivery em seu aplicativo, oferecendo entregas de comida, farmácia e conveniência em mais de 400 cidades do interior de SP, MG e PR. Apoiada na estrutura do aiqfome, a novidade visa aumentar a frequência de compra dos seus 50 milhões de usuários ativos em demandas do dia a dia. A empresa aposta na força de sua marca, na rede de lojas e na gestão centralizada para comerciantes, buscando crescer com custos controlados antes de avançar para as grandes capitais.
O Magazine Luiza ampliou sua atuação no comércio digital e passou a oferecer pedidos de comida, supermercado, farmácia e produtos de conveniência dentro do próprio aplicativo. Batizado de Magalu Delivery, o serviço estreia em mais de 400 cidades, inicialmente concentradas nos interiores de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
A novidade aproveita a estrutura do aiqfome, plataforma adquirida pelo grupo em 2020. Apesar da integração com o novo serviço, o aplicativo do aiqfome continuará funcionando separadamente. A estratégia vai além de disputar espaço com outros aplicativos de entrega. O objetivo principal é aumentar a frequência com que os consumidores utilizam o ecossistema do Magalu.
Uma nova função para o aplicativo
Hoje, o aplicativo da varejista já reúne uma audiência expressiva. A companhia informa que mais de 50 milhões de usuários ativos mensais acessam a plataforma. Com o delivery, a intenção é transformar esse público em consumidores mais frequentes.
A diferença está no tipo de necessidade atendida: em vez de acessar o aplicativo apenas quando pretende comprar um eletrodoméstico ou outro produto, o cliente também poderá recorrer à plataforma para resolver demandas do dia a dia. "O desafio é agora você falar que uma varejista vende também um copo de açaí à tarde, uma pizza à noite", disse Igor Remigio, CEO do aiqfome em entrevista à 'Exame'.
Portanto, a empresa pretende usar sua presença digital e física para criar esse novo hábito. A Lu, influenciadora virtual do Magalu, participará da divulgação, assim como criadores locais. As lojas da rede também poderão apresentar o serviço aos consumidores.
Por que o lançamento começa pelo interior
A primeira fase, contuod, não contempla as principais capitais brasileiras. O movimento tem relação direta com a presença que o aiqfome já construiu em cidades menores. Por isso, serviço começa em municípios onde a operação regional já conhece os restaurantes e os hábitos de consumo. Entre os mercados citados pela companhia estão cidades paranaenses como Pato Branco e Dois Vizinhos e municípios paulistas como Tietê e Cerquilho.
A expansão para centros maiores deve acontecer posteriormente. Campinas, por exemplo, está entre os mercados avaliados, mas ainda não há uma data definida para a chegada. Por enquanto, a estratégia permite que o Magalu teste o modelo em localidades onde já existe uma estrutura operacional estabelecida, antes de avançar para mercados mais disputados.
Uma operação integrada para os restaurantes
A estratégia também busca facilitar a rotina dos estabelecimentos. O Magalu desenvolveu um sistema que permite administrar informações como cardápio, preços e pedidos em diferentes plataformas a partir de uma única operação. A ferramenta está conectada ao ecossistema do aiqfome, que também mantém parcerias com aplicativos regionais de delivery.
Com isso, restaurantes e lojas podem ampliar sua presença digital sem precisar administrar cada canal de maneira totalmente independente. Para os comerciantes, a proposta é aumentar o alcance e, ao mesmo tempo, reduzir o trabalho operacional. Já para o Magalu, a integração ajuda a ampliar a variedade de estabelecimentos disponíveis aos consumidores.
Disputa pelo consumidor
A entrada ocorre em um momento de forte concorrência no delivery brasileiro. Grandes empresas ampliam investimentos para conquistar consumidores, restaurantes e entregadores, enquanto plataformas regionais continuam relevantes em diversas cidades. O Magalu, por outro lado, aposta em uma vantagem específica: já possui uma base de usuários e uma rede de lojas espalhada pelo país.
A companhia também pretende utilizar o modelo operacional do aiqfome para controlar custos. Parte das entregas continuará sendo realizada pelos próprios estabelecimentos, enquanto outra parcela poderá contar com o aiqentrega, serviço que reúne mais de 1.800 entregadores.
Segundo Remigio, essa estrutura permite trabalhar com comissões menores em determinadas operações. A expectativa é que custos reduzidos também possam refletir nos preços oferecidos aos consumidores. "Não dá para se aventurar com esse negócio de torrar bilhões", afirmou o executivo.
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